Ingrid Guimarães revela efeito inesperado após usar caneta emagrecedora: “Emagreci minha vontade de viver”

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Em uma carta aberta publicada no O Globo, Ingrid Guimarães relatou a experiência que teve com uma caneta emagrecedora. A atriz afirmou que decidiu experimentar o medicamento para perder três quilos antes de compromissos profissionais, mas disse que os efeitos colaterais mudaram completamente sua disposição e sua relação com a comida.

No texto, Ingrid explicou que não é diabética, não convive com obesidade e não tinha dificuldades significativas para emagrecer. Segundo ela, a decisão foi motivada pela pressão estética. “Experimentei a canetinha da magreza temporária. Por um motivo bem raso: me convenceram de que eu precisava emagrecer três quilos pra caber em vestidos nas minhas pré-estreias e fazer uma capa de revista. Não sou diabética, não tenho questões com obesidade, nem tenho grandes dificuldades em emagrecer. A não ser aquelas óbvias para as mulheres acima de 50: menopausa ou um metabolismo que decide tirar férias sem aviso prévio”, afirmou.

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A atriz contou que esperava apenas perder o apetite, mas disse que passou a conviver com náuseas constantes e falta de energia. “Eis que o milagre da canetada, que rapidamente ia me deixar sem fome, se transformou num enjoo permanente junto com um desânimo que eu só tinha sentido no meu pós-parto”, disse.

Ela também descreveu como o medicamento alterou sua relação com a alimentação: “Durante uma semana olhei para uma lagosta e um pão do mesmo jeito. Comi meio frango com a sensação de ter devorado uma feijoada. E sentar à mesa era como tomar vitaminas: você faz porque tem que fazer, mas não gosta”.

Segundo Ingrid, a mudança foi além da perda de peso e afetou seu comportamento no dia a dia. “Meu corpo não entendeu nada. Nem eu. De pessoa animada, passei a ser um pequeno corpo cansado, com preguiça de grandes movimentos. Fiquei magra e sem pressão. E sem assunto também”, contou.

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Ao refletir sobre a experiência, a atriz afirmou que passou a enxergar de outra forma pessoas que aparentavam desânimo: “Eu não emagreci só o corpo. Eu emagreci minha vontade de viver. A canetinha me anestesiou”.

Na parte final da carta, Ingrid fez uma crítica ao uso desses medicamentos com finalidade exclusivamente estética e ao padrão de beleza baseado na magreza. “Estamos criando uma Humanidade magra e sem gosto, sem músculo, sem viço, mas com uma velocidade incrível pra caber em algum lugar. Nem que seja numa calça jeans”, afirmou.

Embora reconheça que o tratamento pode ser importante para pessoas que precisam dele por indicação médica, ela destacou que sua crítica se refere ao uso para atender padrões estéticos. “Eu sei que pra muita gente é necessário. É o começo de uma mudança de vida. Um caminho mais curto para saúde. Mas eu tô falando de outro uso: aquele para tentar caber num padrão”, afirmou.

Ao concluir o texto, Ingrid resumiu sua posição sobre a experiência. “Caber numa calça jeans não vale meu feijão”, declarou.