Greve dos ferroviários da CPTM prossegue após impasse sobre garantias de emprego

Posted by


Greve dos ferroviários da CPTM mantém operação limitada nas linhas 11, 12 e 13 nesta quarta-feira (5) (Foto: Instagram)

A paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) permanece programada para quarta-feira (05). Em assembleia realizada na noite de terça (04), os cerca de 4.648 trabalhadores da categoria rejeitaram o encerramento do movimento, estabelecendo a continuidade da greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O principal ponto de tensão é a formalização de garantias contratuais que assegurem a permanência dos atuais funcionários após a transferência da operação à iniciativa privada.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

Em meio aos reflexos da paralisação, a Prefeitura de São Paulo anunciou a segunda suspensão consecutiva do Rodízio Municipal de Veículos para esta quarta-feira (05), das 7h às 10h e das 17h às 20h. A medida visa reduzir os transtornos aos usuários que dependem do transporte coletivo. No entanto, seguem em vigor o rodízio de caminhões, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), a Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF) e as faixas exclusivas de ônibus.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

No primeiro dia de greve, a oferta de trens foi significativamente reduzida: as linhas 11-Coral e 12-Safira operaram com número limitado de composições, enquanto a Linha 13-Jade permaneceu inativa por grande parte do dia. Somente no início da noite, a CPTM retomou de forma parcial a circulação na Jade, ainda abaixo da capacidade habitual e sem atender plenamente a demanda dos passageiros.

O imbróglio teve origem na concessão das três linhas à empresa Trivia, oficializada em julho deste ano pelo Governo de São Paulo. Dos 4.648 funcionários vinculados às rotas 11, 12 e 13, cerca de 1.300 ainda não receberam realocação, segundo a administração estadual. Em contrapartida, a gestão afirma já ter compromisso com a manutenção dos contratos e que aproximadamente 3.348 trabalhadores teriam sido direcionados a outras funções ou unidades.

Para os representantes sindicais, a falta de um documento formal que regulamente a transferência dos empregados configura o maior entrave. "Nossa reivindicação não é salarial, mas a emissão de um termo que garanta a estabilidade dos colegas que atuavam diretamente nessas linhas", declarou um dirigente. Já o governo do estado reforça que as negociações prosseguem e que todos os profissionais serão absorvidos pela nova concessionária Trivia, posição ainda contestada pelos ferroviários.

Até a tarde de quarta-feira (05), está agendada nova assembleia dos funcionários, na qual serão avaliados os avanços nas discussões e definidos os próximos passos da mobilização. Enquanto isso, os impactos na operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade seguem acumulando transtornos aos usuários que dependem da malha da CPTM para o deslocamento diário na Grande São Paulo.