
Céu encoberto anuncia ciclone-bomba no Sul do Brasil (Foto: Instagram)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira, 4, que monitora um sistema de baixa pressão com potencial para evoluir para um ciclone-bomba intenso entre a região Sul do Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Oceano Atlântico nos próximos dias. A atenção se volta para a velocidade com que essa área de instabilidade pode ganhar força e impactar cidades costeiras e do interior, trazendo mudanças bruscas no quadro meteorológico.
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Segundo o Inmet, os efeitos mais significativos em solo brasileiro são esperados entre os dias 6 e 8 de agosto, sobretudo no Sul do país. A chegada do ciclone-bomba deve favorecer o avanço de uma frente fria, com probabilidade de tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento fortes e ocorrência de granizo. A previsão indica condições favoráveis ao desenvolvimento de tempestades severas, especialmente em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
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O termo ciclone-bomba é aplicado quando um sistema de baixa pressão apresenta intensificação rápida, com queda acentuada da pressão atmosférica em curto intervalo de tempo. Embora os modelos meteorológicos apontem para um cenário propício à formação de um ciclone extratropical de alta intensidade, a classificação definitiva dependerá da confirmação dos índices de pressão registrados ao longo da sua evolução.
De acordo com os estudos do Inmet, os ventos mais fortes deverão se concentrar sobre o Oceano Atlântico, onde rajadas podem ultrapassar 100 km/h em áreas próximas ao centro do ciclone. Na faixa costeira e em diversos pontos da Região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, estão previstas rajadas superiores a 60 km/h entre 6 e 8 de agosto, elevando o risco de transtornos em zonas urbanas e portuárias.
Além dos ventos, a intensificação desse sistema de baixa pressão poderá favorecer a formação de linhas de instabilidade e frentes de rajada, caracterizadas por ventos fortes e repentinos que antecedem uma tempestade. Essas manifestações meteorológicas devem se fazer mais presentes em uma faixa que engloba o Sul do Brasil e o Paraguai, exigindo atenção redobrada de moradores e autoridades locais.
Após o deslocamento do ciclone em direção ao Oceano Atlântico, a previsão é de que uma massa de alta pressão avance sobre o centro-sul do Brasil. Esse cenário deve provocar uma entrada de ar frio, culminando em queda acentuada de temperaturas e potencializando geadas em algumas regiões. As condições de frio intenso podem se estender também a áreas do Centro-Oeste e do Sudeste nos dias seguintes.






