A inteligência artificial está mudando o mercado de trabalho, e o CEO do Airbnb, Brian Chesky, fez um alerta para quem deseja continuar relevante nessa nova fase. Segundo o executivo, dois perfis de profissionais podem ter dificuldades para acompanhar as transformações: gestores que apenas supervisionam equipes e trabalhadores que se recusam a aprender novas ferramentas ou mudar a forma como atuam.
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Na avaliação de Chesky, liderar pessoas continuará sendo importante, mas não será suficiente se o chefe ficar restrito a reuniões, conversas individuais e tarefas administrativas. Para ele, os gestores precisarão conhecer de perto o trabalho realizado e combinar liderança com participação prática nas atividades. O empresário citou Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, como exemplo de profissional que conciliou gestão de equipes com envolvimento direto no desenvolvimento de produtos.
O segundo grupo em risco, segundo o CEO, é formado por pessoas resistentes a mudanças. Com a expansão da inteligência artificial em áreas como programação, atendimento, finanças e criação de conteúdo, aprender a usar essas ferramentas pode se tornar um diferencial profissional. Chesky defende que acompanhar essa transformação depende, sobretudo, de manter uma postura aberta ao aprendizado e à evolução.
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A visão é compartilhada por outros líderes de tecnologia. Jensen Huang, CEO da Nvidia, já afirmou que profissionais que dominarem a inteligência artificial poderão ocupar oportunidades de quem não souber utilizá-la. Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, também destacou que a tecnologia deve impactar o setor de entretenimento, mas avaliou que pessoas capazes de trabalhar bem com IA terão vantagens. As declarações não significam que todos esses empregos serão eliminados, mas reforçam a pressão para que empresas e trabalhadores se adaptem às mudanças.












