Itália oferece visto para brasileiros que trabalham remotamente; veja as condições

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Brasileiros que trabalham pela internet podem ter a oportunidade de morar legalmente na Itália sem precisar abandonar seus empregos ou clientes no Brasil. O país oferece um visto específico para nômades digitais e profissionais com trabalho remoto, permitindo uma permanência inicial de um ano, com possibilidade de renovação. A autorização, criada em 2024, atende tanto profissionais autônomos quanto funcionários de empresas que podem exercer suas funções integralmente a distância.

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Mas conseguir o visto exige mais do que trabalhar com um computador. O candidato precisa comprovar qualificação profissional elevada, pelo menos seis meses de experiência na atividade que pretende exercer e renda anual mínima de aproximadamente 25,5 mil euros — valor que corresponde a cerca de R$ 145 mil, dependendo da cotação da moeda. Também é necessário apresentar seguro de saúde válido na Itália e documentos que comprovem onde a pessoa ficará hospedada.

O pedido deve ser feito ainda no Brasil, por meio do consulado italiano responsável pela região de residência do interessado. Entre os documentos exigidos estão passaporte válido, comprovantes de renda e experiência profissional, além de contratos ou registros que demonstrem a atividade exercida. Após chegar à Itália, o aprovado precisa solicitar a autorização de residência dentro do prazo previsto pelas autoridades. A documentação e os critérios específicos devem ser conferidos junto ao consulado antes de iniciar o processo.

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A permissão também pode beneficiar quem pretende se mudar com a família, desde que sejam cumpridas as regras aplicáveis ao reagrupamento familiar. No entanto, o visto não garante isenção de impostos: quem passa a ser residente fiscal na Itália pode ter novas obrigações tributárias e previdenciárias. Por isso, além de comprovar que atende aos requisitos migratórios, o interessado precisa planejar os custos de moradia, saúde e tributação antes de fazer as malas.