Tajani contraria Salvini e confirma apoio militar italiano à Ucrânia

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Antonio Tajani afirmou que a Itália manterá o apoio militar à Ucrânia, apesar da oposição de Matteo Salvini. (Foto: Instagram)

O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, confirmou nesta segunda-feira (26) que o país continuará prestando apoio militar à Ucrânia. A declaração contraria a posição de Matteo Salvini, também vice-premiê e ministro dos Transportes, que defende interromper o envio de recursos e armas.

Tajani afirmou que um novo pacote militar já está pronto e será enviado a Kiev assim que possível. Ele respondeu sobre as declarações de Salvini após o líder da Liga vencer, no domingo (25), as eleições internas do partido.

O chanceler disse que a Itália está ao lado da Ucrânia e continuará ajudando o país pelo tempo que for necessário. Também manifestou expectativa de que Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin se encontrem em breve, com o objetivo de avançar em direção à paz.

Segundo Tajani, uma eventual reunião entre os presidentes ucraniano e russo poderia contar com a participação dos Estados Unidos e de países europeus. Ele afirmou que espera que as negociações contribuam para alcançar uma paz justa para Kiev.

No domingo, depois de ser reeleito secretário-geral da Liga, Salvini reiterou sua oposição ao financiamento italiano à Ucrânia. Ele lembrou que, por mais de quatro anos, o país recebeu apoio enquanto enfrentava ataques e bombardeios, e citou a aprovação de sanções e o envio de 90 bilhões de euros, além de sucessivas remessas de armas.

Salvini questionou se manter o envio de armamentos e dinheiro e aprovar novas sanções seria, após quatro anos de conflito e milhares de mortes, o melhor caminho para alcançar a paz. Para o ministro dos Transportes, é necessário investir na diplomacia. Ele argumentou que, em 2026, as guerras não terminam no campo de batalha, mas à mesa de negociações.