Mulher de 33 anos sofre AVC enquanto amamentava bebê e fica paralisada

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A preparadora física Becki Barratt, de 33 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto amamentava o filho de apenas três semanas, em abril de 2026, no Reino Unido. A mulher perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo e precisou ser hospitalizada para receber tratamento de emergência. Após cinco dias de internação, recebeu alta e iniciou a recuperação em casa, onde segue acompanhada por profissionais de saúde.

Mãe de Aréya, de 3 anos, e Beauden, de cinco meses, Becki estava alimentando o recém-nascido quando percebeu movimentos involuntários em uma das mãos. Em seguida, sentiu as pernas perderem a força e chamou o companheiro, James, antes de cair lentamente no chão, ainda segurando o bebê. “Minha mão começou a ter espasmos de repente. Imediatamente, soube que alguma coisa estava errada. Segurando Beau, fui tomada pelo pânico. Gritei pelo meu companheiro, James. Lembro de dizer: ‘Alguma coisa está errada’”, relatou ao jornal britânico Metro.

James acionou o serviço de emergência, e os paramédicos chegaram aproximadamente 15 minutos depois. Durante o deslocamento ao hospital, o quadro de Becki se agravou, até que ela perdeu completamente os movimentos do braço e da perna esquerdos. “Eu não conseguia andar. Não conseguia mexer o braço nem a perna esquerdos. Tudo aconteceu muito rápido”, contou.

Ao chegar à unidade de saúde, Becki foi submetida a uma tomografia computadorizada, que não identificou sinais do AVC naquele momento. Apesar do resultado, os médicos consideraram os sintomas compatíveis com a doença e decidiram administrar um tratamento de emergência para dissolver possíveis coágulos sanguíneos.

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No dia seguinte, uma ressonância magnética confirmou que a paciente havia sofrido um AVC isquêmico, provocado pela obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro. “Lembro de ouvir as palavras ‘Você teve um AVC’, e tudo desmoronou”, afirmou.

Durante a internação, Becki precisou lidar com as limitações físicas e com a separação temporária dos filhos. Como estava amamentando exclusivamente o recém-nascido, continuou retirando leite para que familiares pudessem levá-lo para casa. Em determinados momentos, precisou descartar o leite extraído. “Tenho lembranças muito tristes de ficar sentada ali, tirando leite. Às vezes, precisava jogá-lo fora. Outras vezes, meus pais levavam mamadeiras para Beau”, recordou.

A recuperação começou ainda no hospital, com exercícios para recuperar os movimentos das mãos e das pernas. Com auxílio de fisioterapeutas e da equipe de enfermagem, Becki conseguiu voltar a ficar sentada, depois em pé e, posteriormente, dar os primeiros passos. “Nunca vou me esquecer. Foram necessárias quatro enfermeiras me ajudando, mas consegui dar alguns passinhos. Para muitas pessoas, caminhar é automático. Para mim, cada movimento exigia concentração e determinação intensas. Aos poucos, minha força começou a voltar”, relatou.

A mulher recebeu alta cinco dias após o AVC, mas ainda enfrenta dificuldades em atividades que antes realizava sem ajuda, incluindo tarefas relacionadas aos cuidados com os filhos. “Eu me sentia perdida. Me sentia sozinha. Me sentia completamente inútil para meus filhos e meu marido. Os momentos mais simples se tornaram impossíveis. Eu precisava de ajuda para trocar fraldas, alimentar Beau, segurar meus bebês e até ir ao banheiro”, contou.

Becki também passou a receber orientações da organização britânica Stroke Association, que oferece apoio a pessoas que sofreram AVC. Até o momento, os médicos ainda investigam o que provocou o episódio. “Eu ainda não sei por que aconteceu. Para nós, essa incerteza é particularmente difícil. Adoraríamos ter um terceiro bebê. Então esperamos encontrar algumas respostas”, explicou.

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Antes do AVC, Becki trabalhava com condicionamento físico e mantinha uma rotina de exercícios. Ela afirmou que nunca havia considerado a possibilidade de sofrer um derrame aos 33 anos, especialmente enquanto cuidava de um recém-nascido. “Se alguém tivesse me perguntado antes do meu AVC quem sofre um AVC, provavelmente eu teria uma imagem completamente diferente na cabeça. Certamente não teria imaginado uma mãe saudável de 33 anos amamentando seu bebê recém-nascido. Mas o AVC não discrimina”, declarou.

Agora, enquanto continua a reabilitação, Becki estabeleceu uma meta: participar da Maratona de Londres em 2027. O AVC aconteceu justamente no dia da edição de 2026 da corrida, que ela acompanhou pela televisão durante a internação. “Assistindo à Maratona de Londres da minha cama no hospital, sem conseguir andar, fiz uma promessa a mim mesma de que um dia estaria naquela linha de largada”, contou.

A preparadora física afirmou que deseja transformar a recuperação em uma experiência que também possa compartilhar com os filhos. “Quero que meus filhos cresçam vendo que, mesmo quando a vida muda em um instante, você pode continuar seguindo em frente”, concluiu.