Uma menina de 3 anos precisou passar por uma cirurgia para retirar o olho esquerdo após ser diagnosticada com retinoblastoma, um tipo raro de câncer ocular. Miley Draime, moradora de Cleveland, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, teve a doença descoberta em novembro de 2025, depois que sua mãe, Kristen Draime, de 29 anos, percebeu um reflexo branco na região durante o banho. A criança passou por cirurgia e quimioterapia, encerrando o tratamento em junho de 2026.
Antes do diagnóstico, os pais haviam notado que o olho esquerdo de Miley apresentava um desvio. A princípio, acreditaram que poderia ser um caso de estrabismo e aguardavam uma consulta com um oftalmologista. A preocupação aumentou em 8 de novembro de 2025, quando Kristen observou uma alteração na aparência do olho da filha.
Naquela noite, depois de colocar Miley para dormir, a mãe começou a pesquisar sobre o reflexo esbranquiçado e encontrou informações sobre o retinoblastoma. Durante a busca, leu o relato de outra mulher que havia identificado um tumor no olho da filha ao observar uma imagem da criança pela câmera de monitoramento do quarto.
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Kristen decidiu verificar a babá eletrônica e percebeu que o olho esquerdo de Miley aparecia completamente escuro, enquanto o direito refletia a luz normalmente. “Eu percebia que ela não conseguia me enxergar. Foi a sensação mais angustiante que já tive”, contou a mãe ao jornal britânico Metro.
No dia seguinte, Kristen e o marido, Andrew Draime, de 38 anos, levaram a filha a um pronto-socorro pediátrico. A menina foi encaminhada ao oftalmologista especializado em oncologia ocular Arun Singh, do Cole Eye Institute, da Cleveland Clinic.
Após uma ultrassonografia e um exame realizado sob anestesia, o médico identificou que o tumor ocupava quase todo o olho esquerdo. Diante da extensão da doença, a equipe indicou a retirada do órgão. “Foi uma das coisas mais difíceis que já ouvi”, relatou Kristen sobre o momento em que recebeu o diagnóstico.
A cirurgia foi realizada em 21 de novembro de 2025, no Cleveland Clinic Children’s. Inicialmente, a família esperava que a retirada do olho fosse suficiente para tratar a doença. No entanto, a análise do tecido removido indicou a necessidade de quimioterapia devido às características e à localização do tumor.
Miley iniciou o tratamento pouco antes do Natal de 2025. Depois de meses de acompanhamento, concluiu a quimioterapia em junho de 2026 e participou da cerimônia em que pacientes tocam um sino para marcar o encerramento dessa etapa. “Poder ver minha filha tocar o sino depois de tudo o que ela passou foi mágico”, afirmou Kristen.
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Ao recordar o período anterior ao diagnóstico, a mãe contou que Miley continuava participando de suas atividades habituais, incluindo aulas de dança, sem demonstrar claramente que estava enfrentando dificuldades de visão. “Nós íamos às aulas de dança, e ela atravessava a trave de equilíbrio sem problemas. Ela nunca reclamou e, por ser tão pequena, não tinha palavras para explicar o que estava sentindo”, disse.
Após a cirurgia, Miley recebeu inicialmente uma prótese ocular temporária, posteriormente substituída por uma definitiva. O dispositivo tem finalidade estética e também ajuda a preservar o formato da cavidade ocular, podendo ser retirado para limpeza.
Segundo a mãe, a menina conseguiu se adaptar à mudança e retomou suas atividades cotidianas. “Você não perceberia que ela teve o olho removido. Ela se vira muito bem no dia a dia, e só ocasionalmente consigo notar que ela tem um olho só”, contou.
Kristen também falou sobre a recuperação da filha após os meses de tratamento. “É impressionante como ela está bem. Nunca vou deixar de agradecer por poder continuar com minha filha neste mundo. Ela perdeu o olho, o câncer é tão injusto, tirou isso dela. Mas ela está aqui. Ela pode viver uma vida normal”, declarou.












