Uma menina de 9 anos, que utiliza cadeira de rodas devido a uma condição genética rara, conseguiu realizar o desejo de se fantasiar de princesa-anjo para o Halloween com a ajuda de 25 estudantes de uma escola na Flórida, nos Estados Unidos. Kaelyn Goodman participou de uma celebração escolar em 10 de outubro usando uma fantasia desenvolvida pelos alunos, que transformaram sua cadeira de rodas em um trono com asas.
Kaelyn tem síndrome miastênica congênita, uma condição genética que compromete a comunicação entre nervos e músculos e pode provocar fraqueza muscular. Por isso, utiliza a cadeira de rodas para se locomover quando seus músculos ficam cansados.
A menina queria participar do evento anual Trunk-or-Treat, organizado pela Babcock Neighborhood School, no condado de Charlotte, mas estava preocupada com a possibilidade de a cadeira de rodas dificultar a fantasia que havia imaginado. Foi então que estudantes do oitavo ano, participantes de um projeto de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), decidiram ajudá-la.
O grupo, que passou a se chamar “Anjos de Kaelyn”, desenvolveu uma estrutura decorativa para a cadeira de rodas, incorporando elementos escolhidos pela própria menina. Durante a preparação, Kaelyn participou das decisões e chegou a abrir mão de alguns recreios para acompanhar o trabalho dos estudantes. “Eles transformaram minha cadeira de rodas em um lindo trono de anjo, e eu pude ser uma princesa-anjo exatamente como queria. Minha parte favorita foi ver como eles pegaram minhas ideias e as tornaram realidade — e as asas! Eu me senti uma princesa de verdade”, contou Kaelyn à revista People.
A menina também falou sobre a experiência de apresentar a fantasia durante a comemoração. “Eu me diverti muito. Adorei me fantasiar, ver todo mundo e mostrar minha fantasia. Gostei que todos puderam ver o que os alunos do oitavo ano fizeram para mim. Isso me fez sentir muito especial”, disse.
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A atividade fez parte de uma iniciativa de aprendizagem baseada em projetos da escola. Segundo Lori McLain, professora e diretora da área de STEM da instituição, os estudantes precisaram adaptar o planejamento durante a construção e aprenderam novas habilidades, incluindo costura.
Os pais de Kaelyn, Jabori e Kathryn Goodman, contaram que ficaram emocionados ao descobrir que os alunos desenvolveriam uma fantasia adaptada à cadeira de rodas da filha. Para eles, um dos aspectos mais importantes foi a participação da menina em todas as etapas da criação. “O que tornou esse projeto tão especial foi que os alunos não decidiram simplesmente o que achavam que Kaelyn gostaria. Eles a convidaram para a sala de aula, ouviram suas ideias, perguntaram sobre suas cores favoritas e realmente quiseram saber o que ela imaginava”, afirmaram.
O casal, formado por dois ex-militares, explicou que a cadeira de rodas é um recurso importante para a independência da filha, especialmente nos momentos de cansaço muscular. Na celebração, porém, o equipamento também passou a fazer parte da fantasia que ela havia escolhido. “Eles pegaram algo que normalmente é visto como equipamento médico e transformaram em algo bonito: um trono de anjo digno de uma princesa”, disseram os pais.
Para Jabori e Kathryn, a experiência também mostrou como a participação da filha nas decisões permitiu que ela aproveitasse a comemoração da maneira que desejava. Eles destacaram que Kaelyn gosta de fazer amizades, participar de atividades e viver experiências semelhantes às de outras crianças de sua idade.
Ao comentar a iniciativa dos estudantes, a menina resumiu o que a ajuda representou para ela. “Às vezes, as pessoas precisam de ajuda para fazer as coisas, e é bom quando alguém se importa o suficiente para ajudar. Os alunos do oitavo ano me deixaram muito feliz”, afirmou.














