Menino de 12 anos com doença grave realiza sonho após ser adotado

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Trey Robertson, um menino de 12 anos diagnosticado com anemia falciforme, realizou o sonho de conhecer os vulcões do Havaí durante uma viagem com a família, em setembro. Morador de Greensburg, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, ele visitou o Parque Nacional dos Vulcões do Havaí graças à organização Make-A-Wish, que realiza desejos de crianças com doenças graves.

Apaixonado por geologia, Trey escolheu o destino porque queria observar de perto as formações vulcânicas. Em entrevista à revista PEOPLE, contou que também pretendia compartilhar o conhecimento adquirido durante a viagem. “Eu queria aprender sobre vulcões e depois ensinar outras pessoas sobre eles para que elas também pudessem aprender. Eu vi o vulcão transbordando”, disse.

Além de conhecer o parque, o menino experimentou mergulho com snorkel pela primeira vez. Segundo sua mãe, Kaitee Robertson, de 45 anos, ele conseguiu realizar a atividade com mais facilidade do que os demais integrantes da família. “Ele era o único que realmente conseguia fazer isso. O resto de nós se sentia como se estivesse se afogando. Ele estava perfeitamente bem”, contou.

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Trey convive com a anemia falciforme, uma doença do sangue que pode provocar dores intensas, anemia, infecções e outras complicações. A condição exige cuidados constantes, e a família procura evitar situações que possam desencadear crises. Apesar das limitações, o menino busca participar de atividades que despertem seu interesse. “Fico meio triste por ter isso”, admitiu. Ao falar sobre as restrições impostas pela saúde, também deixou um conselho: “Podem experimentar coisas novas que nunca experimentaram”.

Adotado por Kaitee em 2022, depois de passar dois anos sob seus cuidados como família acolhedora, Trey já tinha o diagnóstico quando chegou à família. A mãe conta que precisou aprender a lidar com as necessidades do filho e adaptar a rotina para reduzir os episódios de dor.

Como ele se cansa facilmente, os esportes não fazem parte de suas principais atividades. Em compensação, participa de musicais escolares desde a terceira série e foi escalado para interpretar Lord Farquaad em uma montagem de Shrek. Também gosta de ler e demonstra interesse por geologia.

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Antes de definir a viagem, Trey considerou duas possibilidades: conhecer os vulcões do Havaí ou observar a aurora boreal no Alasca. A família optou pelo destino de clima mais quente porque as baixas temperaturas podem provocar crises relacionadas à doença.

A viagem também reuniu os irmãos Tailaysha, de 17 anos, Aujanae, de 9, Tristan, de 11, e Joey, de 17. Apenas Brayden, de 24 anos, não participou porque estava na faculdade.

Agora que Trey completou 12 anos, a mãe espera que ele possa ter acesso a estudos clínicos sobre novos tratamentos para a anemia falciforme, incluindo pesquisas envolvendo células-tronco e terapia genética. A possibilidade representa uma expectativa para a família, mas não significa que exista uma cura garantida para o caso do menino.

Entre as experiências proporcionadas pela viagem e as mudanças que viveu desde a adoção, Trey destacou o vínculo com as pessoas que o acolheram. “Tenho uma família que realmente se importa comigo”, afirmou.