Suspeito de matar a tiros ex-namorada na Grande SP é preso

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Polícia Militar prende em Taboão da Serra suspeito de feminicídio da ex-namorada (Foto: Instagram)

Na noite de terça-feira, 13 de outubro de 2026, a Polícia Militar prendeu o jovem de 22 anos investigado por atirar e matar sua ex-namorada, Ana Clara Soares, de 19 anos, em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com as apurações, o crime ocorreu na madrugada de segunda-feira, 12, após uma discussão na casa de um amigo de Matheus Isaac, que fugiu logo depois do ataque.

Em comunicado, a corporação informou que conduziu o suspeito ao 1º Distrito Policial de Taboão da Serra para o registro da ocorrência, sem divulgar detalhes adicionais. A defesa de Matheus não foi localizada até o momento para prestar esclarecimentos sobre o caso, que segue sob investigação.

O caso foi tipificado como feminicídio pela Polícia Civil. Testemunhas relataram que Matheus não aceitava o fim do relacionamento e já tinha histórico de agressões e ameaças contra Ana Clara. Segundo relatos, o suspeito confidenciou a conhecidos que adquiriu uma arma para cometer o crime motivado pelo término.

Conforme o boletim de ocorrência, Matheus e a vítima estavam na residência de um amigo quando ficaram a sós por alguns minutos, em que teria começado uma discussão. O suspeito, portando a arma, disparou contra a cabeça de Ana Clara. Ao retornar ao local, o dono da casa presenciou o crime e ouviu Matheus confessar o atentado, pedindo ajuda para fugir.

O amigo se recusou a colaborar e acionou a mãe, que mora nas proximidades. Nesse intervalo, o suspeito aproveitou para fugir em uma motocicleta do colega. A Polícia Militar, em seguida, localizou a mãe de Matheus, que confirmou ter recebido uma ligação do filho admitindo o homicídio e afirmando que pretendia escapar da Justiça – ela chegou a aconselhá-lo a se entregar.

Depoimentos colhidos pela investigação apontam que, cerca de um mês antes, Matheus já havia aplicado um golpe de estrangulamento contra Ana Clara, em episódio classificado como “mata-leão”. Na época, a vítima não registrou boletim de ocorrência. Amigos e familiares comentam que o casal vivia em um ciclo de términos, reatações, brigas e ameaças, e que o suspeito não aceitava quando a jovem decidia terminar o namoro.