Ana Christina, de 49 anos na época, afirmou ter vivido uma experiência de quase morte após uma suposta tentativa de envenenamento praticada pelo então marido, identificado como Sam, em 9 de janeiro de 2009, nos Estados Unidos. Em entrevista ao canal NDE Journey, no YouTube, ela relatou que perdeu temporariamente os movimentos do corpo e, durante o episódio, acredita ter reencontrado a mãe, o pai e a irmã, que já haviam falecido.
Segundo Ana, o episódio aconteceu pouco mais de um mês depois de ela pedir o divórcio, em dezembro de 2008. A mulher suspeita que o ex-companheiro tenha colocado veneno de rato em sua comida para impedi-la de viajar ao Egito. Ela também acredita que uma apólice de seguro de vida no valor de US$ 1 milhão, que havia permanecido ativa após a separação, poderia ter motivado a suposta tentativa de homicídio.
Ao descrever o que aconteceu, Ana contou que ficou atordoada ao perceber que não conseguia se movimentar. Durante o período em que afirma ter estado inconsciente, relatou ter visto uma figura luminosa que identificou como sua mãe, falecida um ano antes. “Cheguei ao outro lado e vi uma figura luminosa. E aquela figura luminosa era minha mãe. Ela estava lá, esperando para me receber. E ela não tinha traços faciais, era apenas um corpo de luz. Mas minha alma a reconheceu imediatamente. Fui até ela. Ela havia falecido um ano antes do meu incidente”, recordou.
Ana também afirmou ter reencontrado a irmã Nadia, que morreu por suicídio aos 35 anos. Segundo ela, a experiência trouxe uma nova perspectiva sobre a morte e sobre o destino de pessoas que enfrentaram problemas de saúde mental. “E eu sempre me perguntei onde ela estava. Nadia tinha um coração lindo, mas estava em uma profunda depressão, a ponto de tirar a própria vida. Temos um Pai celestial, que é tão compassivo e não nos julga como nós nos julgamos uns aos outros”, declarou.
Outro momento relatado pela mulher foi o encontro com o pai, que havia morrido em um acidente de carro quando ela tinha 22 anos. Ana disse que ainda enfrentava dificuldades para lidar com a perda e que vê-lo novamente foi uma das partes mais marcantes da experiência. “Saí correndo para o corredor onde minha mãe estava, e ela estava parada com outra figura iluminada, que era meu pai. Meu pai morreu em um acidente de carro quando eu tinha 22 anos e eu nunca realmente superei isso. Vê-lo ali foi um belo alívio para mim. A alegria imensa de vê-los em um lugar tão bonito”, desabafou.
Após recuperar a consciência, Ana passou por avaliações médicas porque suspeitava ter sofrido um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com seu relato, o eletrocardiograma e o exame de imagem do cérebro não apresentaram alterações.
Diante da ausência de respostas, ela afirmou que seu advogado recomendou uma análise forense dos cabelos. O exame teria identificado concentrações elevadas de chumbo, mercúrio e selênio, resultados que, segundo Ana, reforçaram suas suspeitas sobre o ex-marido. “Todos esses produtos químicos são normalmente encontrados em veneno para ratos. E acreditamos que ele colocou o veneno para ratos no meu arroz naquela noite para acabar comigo, para que eu não fosse para o Egito, porque ele estava ficando sem tempo”, afirmou.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Ana disse que o ex-marido deixou os Estados Unidos depois do episódio. Ela também relatou ter procurado a polícia, mas afirmou que as denúncias não resultaram em uma responsabilização criminal. “Acredito que o fato dele ter saído do país foi uma bênção disfarçada. Porque se ele tivesse cumprido pena por tentativa de homicídio… teria pegado uns 10 anos. E aí, estaria solto nas ruas, se vingando. Mas como ele fugiu do país e está longe, eu não preciso ficar me preocupando o tempo todo”, observou.
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Além das suspeitas envolvendo o ex-companheiro, Ana afirmou que a experiência modificou sua relação com a morte. Ela descreveu o que acredita ter vivido como uma passagem por um lugar de paz, alegria e amor, onde teria reencontrado pessoas importantes de sua família. “Não senti: ‘Ah, agora estou morta’. Não havia fim. Nem começo. Não havia escuridão seguida de luz. Eu simplesmente continuei. Foi uma sensação maravilhosa. Algumas pessoas me perguntam qual foi a parte mais significativa do meu encontro com Ele (Deus), e eu respondo que foi quando Ele me disse que está presente em cada pequeno detalhe da minha vida. Saber disso, perceber isso e voltar a viver com essa consciência tem sido uma bênção incrível. E esse é ele, o espírito de Deus. Pense nele como um anjo da guarda. Não estamos sozinhos e também não morremos sozinhos”, refletiu.














