Jovem de 21 anos terá as duas pernas amputadas após passar anos sem conseguir andar

Posted by

–

A britânica Megan Dixon, de 21 anos, recebeu a indicação médica de amputar as duas pernas após passar anos enfrentando problemas de saúde que comprometeram seus movimentos. Moradora de Cambridgeshire, na Inglaterra, a jovem não consegue andar desde os 14 anos e desenvolveu deformidades nos joelhos que, segundo os especialistas consultados, não podem mais ser revertidas. O caso ganhou repercussão em maio de 2026, quando ela relatou sua trajetória à imprensa britânica.

Megan contou que procurou diferentes médicos na tentativa de encontrar um tratamento para as pernas, que ficaram rígidas e começaram a se dobrar em uma posição anormal. Após consultar seis cirurgiões, encontrou um profissional disposto a avaliar a possibilidade de uma intervenção, mas foi informada de que os danos nas articulações já eram irreversíveis.

“O mais difícil foi quando me disseram que a amputação era minha melhor e única opção”, relatou ao falar sobre o momento em que recebeu a notícia.

++ Jovem de 13 anos que atirou em amigo com arma do pai dizia querer apenas dar um susto

Os primeiros problemas de saúde surgiram ainda na adolescência. Inicialmente, Megan recebeu o diagnóstico de encefalomielite miálgica, condição crônica associada à fadiga intensa. Ela passou por tratamentos, incluindo fisioterapia, mas continuou apresentando dificuldades de mobilidade até perder completamente a capacidade de caminhar.

Durante uma internação em um hospital infantil, a jovem também foi diagnosticada com transtorno neurológico funcional (TNF), condição que compromete a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Com o agravamento dos sintomas, Megan chegou a perder a fala, a visão e os movimentos do pescoço para baixo, além de precisar de uma sonda para se alimentar.

Ao recordar esse período, ela relatou as dores que enfrentava e a dificuldade de conseguir atendimento para seus sintomas. “Eu sentia os ossos das minhas pernas rangendo, mas me diziam que a dor era coisa da minha cabeça. Eu gritava em silêncio 24 horas por dia”.

++ Médico atende pacientes sem condições de pagar por 40 anos e recebe R$ 1,3 milhão após descobrir câncer

Com o passar dos anos, Megan conseguiu recuperar parte das funções que havia perdido, mas permaneceu sem andar. Atualmente, segundo o relato divulgado em maio, um de seus joelhos está dobrado em aproximadamente 45 graus, enquanto o outro apresenta uma deformidade semelhante. A condição também dificulta atividades cotidianas e faz com que ela dependa de ajuda para se movimentar.

Na época em que tornou sua história pública, a cirurgia de amputação estava prevista para agosto de 2026. Megan também havia iniciado uma campanha de arrecadação de recursos para comprar uma cadeira de rodas elétrica e outros equipamentos necessários à sua rotina após o procedimento.

A jovem afirmou que buscava recuperar parte de sua independência, depois de anos dependendo de outras pessoas para realizar tarefas básicas. Não há, nas informações consultadas, confirmação atualizada sobre a realização da cirurgia.