Uso excessivo de telas: 10 sinais de alerta podem indicar que sua saúde mental está em risco

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O celular, as redes sociais e os videogames fazem parte da rotina, mas o uso excessivo pode se tornar motivo de preocupação quando começa a prejudicar o sono, os estudos, o trabalho e os relacionamentos. Uma revisão publicada na revista científica The Lancet, que reuniu 121 estudos e dados de cerca de 9 milhões de pessoas com menos de 25 anos, encontrou associações entre o uso problemático de meios digitais, sofrimento psicológico, dificuldades para dormir e redução da atividade física.

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O alerta não significa que toda pessoa que passa muitas horas diante de uma tela tenha um problema de saúde mental. Especialistas destacam que o principal ponto é perceber se existe perda de controle e se a tecnologia está tomando o lugar de outras necessidades e atividades importantes. Entre os 10 sinais que merecem atenção estão esconder ou mentir sobre o tempo conectado; pensar constantemente no celular; sentir irritação ao ficar sem acesso; sacrificar horas de sono para continuar navegando; deixar tarefas e responsabilidades de lado; afastar-se de amigos e familiares; reduzir a atividade física; perder o interesse por passatempos; tentar diminuir o uso sem conseguir; e continuar conectado mesmo diante de consequências negativas.

Esses comportamentos podem estar ligados a um ciclo prejudicial: dormir mal pode aumentar a irritabilidade e dificultar a regulação das emoções, enquanto ansiedade, estresse e tristeza podem levar algumas pessoas a buscar distração nas telas. A pesquisa, porém, aponta associações e não comprova que o uso digital seja a causa direta de todos esses problemas. Crianças e adolescentes exigem atenção especial, pois ainda desenvolvem habilidades de controle dos impulsos e regulação emocional, além de estarem expostos a estímulos constantes de aplicativos, notificações e jogos.

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Para recuperar o equilíbrio, especialistas recomendam estabelecer limites para o uso recreativo, evitar que o celular prejudique o descanso, reservar tempo para atividades físicas e encontros presenciais e observar quais conteúdos são consumidos. No caso de crianças e adolescentes, a participação da família e a educação digital também são importantes. Se a dificuldade de controlar o uso persistir e houver prejuízos ao sono, ao humor, aos estudos ou aos relacionamentos, procurar orientação profissional pode ajudar a compreender o que está acontecendo. Um sinal isolado não confirma dependência ou transtorno: é necessário considerar a frequência, a intensidade e o impacto na vida cotidiana.