
Suspeito deixa joalheria na Oscar Freire após furto de R$ 5 milhões (Foto: Instagram)
Na madrugada desta segunda-feira (12), um grupo de criminosos promoveu um audacioso furto no prestigiado corredor de lojas de luxo instalado na Rua Oscar Freire, nos Jardins, zona oeste de São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, os ladrões subtraíram cerca de R$ 5 milhões em joias de uma joalheria localizada na tradicional via comercial. O montante corresponde a peças de alto valor, frequentemente procuradas por colecionadores nacionais e internacionais. A Rua Oscar Freire é conhecida por abrigar grifes de luxo e movimentar cifras expressivas anualmente, o que torna este tipo de estabelecimento alvo de assaltos de grande impacto econômico e midiático. Até o momento, nenhum suspeito foi detido, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer a dinâmica da ação criminosa.
Para chegar ao estabelecimento, o grupo invadiu um imóvel vizinho que se encontrava em obras. Os criminosos abriram acesso por meio da quebra de paredes, transpondo o espaço em construção até as dependências da joalheria. Durante esse percurso, eles passaram pelas áreas internas de duas lojas de roupas situadas à margem do trajeto. Essa estratégia permitiu que fossem discretos no início da ação, evitando a circulação pela rua e reduzindo a chance de serem vistos por transeuntes ou registrar movimentação suspeita via câmeras externas.
Além da carga principal de joias, os infratores aproveitaram a passagem pelas duas lojas de vestuário para subtrair mercadorias diversas. Segundo boletim de ocorrência, foram levadas várias peças de roupa de grife, embora o valor estimado desses itens não tenha sido divulgado oficialmente. Essa parte do furto não só ampliou o montante roubado, como também contribuiu para aumentar a complexidade do crime, já que os investigadores agora precisam rastrear diversos produtos distintos e confrontar diferentes sistemas de segurança comercial.
Para impedir o registro da ação, os criminosos adotaram artifícios para neutralizar os sistemas de segurança. Câmeras internas de monitoramento foram cobertas com papel-alumínio, comprometendo a captação de imagens no interior do imóvel. Paralelamente, os alarmes da joalheria e das lojas de roupas foram desativados por meio de acessos elétricos, segundo apurado pela polícia. Esses procedimentos exigiram certo conhecimento técnico e planejamento prévio, o que levou os investigadores a suspeitar de uma quadrilha especializada em roubos a comércios de alto padrão.
Imagens captadas do lado de fora do edifício registraram um automóvel escuro dando apoio à ação, mas o veículo só foi avistado ao final do furto, durante a fuga dos suspeitos. O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como furto qualificado, a modalidade mais grave desse tipo de crime. As autoridades seguem coletando provas e depoimentos para identificar e localizar os envolvidos. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada, e o inquérito permanece em andamento.






