Batalhão Bravo da PM de motos com fuzis concede salário extra a policiais nas folgas

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Policiais do Batalhão Bravo prontos para patrulhamento motorizado em São Paulo (Foto: Instagram)

O Batalhão de Resposta Avançada Operacional da Polícia Militar, conhecido como Bravo, passou a oferecer remuneração adicional aos policiais que atuam durante os dias de folga. O programa incentiva o combate à criminalidade reforçando a presença nas ruas com motocicletas equipadas com fuzis, trazendo mais agilidade e visibilidade no patrulhamento.

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A gratificação extra ocorre por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), destinada a remunerar o serviço excepcional fora da escala regular. A informação foi divulgada primeiramente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão, que ressaltam que parte do efetivo do Bravo aceita jornadas suplementares para reforçar operações pontuais.

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O valor pago varia de acordo com a carga horária realizada e a patente do policial, sendo maior para oficiais e menor para praças (soldados, cabos e sargentos). Para preservar a saúde e o descanso dos agentes, a corporação estipulou um teto de dias extras que cada profissional pode trabalhar, evitando sobrecarga.

Apesar de ser uma unidade fixa, o Batalhão Bravo não segue o modelo dos batalhões convencionais. Suas equipes são formadas por policiais e motos deslocados de diversas frentes, como ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito. Após a conclusão de cada missão, os profissionais retornam às suas unidades de origem.

A distribuição das viaturas e das equipes ocorre com base em mapas criminais e nas informações do sistema de monitoramento Muralha Paulista. As operações são planejadas para combater especificamente quebra-vidro e roubos e furtos de veículos, priorizando regiões onde a mobilidade das motocicletas garante vantagem operacional.

Embora os índices gerais de roubos e furtos na capital tenham recuado, a sensação de insegurança entre os paulistanos permanece alta. São frequentes as ações de gangues especializadas em quebra-vidro, furtos de celulares usados em golpes e invasões de casas em bairros nobres, como Morumbi, exigindo respostas rápidas da PM.

Um dos pilares dessa estratégia é o policiamento em dupla sobre as motos, com um policial na garupa armado com fuzil. Essa configuração não apenas facilita abordagens mais seguras, mas também fortalece o apoio mútuo durante o patrulhamento, garantindo maior eficiência em corredores estreitos e pontos de difícil acesso para veículos convencionais.