Motorista de ônibus escolar perde emprego após permitir que aluno salve filhote de gato nos EUA

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A motorista de ônibus escolar Cynthia Morgan, de 67 anos, foi afastada de sua rota no estado de Maryland, nos Estados Unidos, após permitir que um aluno de 10 anos descesse do veículo para resgatar um filhote de gato encontrado em uma estrada rural. A decisão, divulgada nesta semana, provocou a reação de famílias de estudantes, que iniciaram um abaixo-assinado para pedir o retorno da profissional, responsável pelo transporte escolar na região havia 11 anos.

O episódio aconteceu na Heaps School Road, uma estrada na região atendida pelas escolas públicas do condado de Harford. Segundo o jornal Baltimore Sun, Alex Thomas era a única criança dentro do ônibus quando a motorista autorizou que ele saísse para ajudar o animal. Depois de deixar o menino na escola, Cynthia permaneceu com o gato.

A mãe do estudante, Taffy Thomas, defendeu a atitude da motorista e afirmou que o filho teria ficado muito abalado caso não pudesse ajudar o filhote. “O fato de ela ter sido dispensada por um ato de bondade pesa muito sobre ele. Isso é imperdoável e cruel”, declarou ao Baltimore Sun.

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Cynthia, que trabalhava no transporte escolar havia mais de uma década, disse à emissora WJZ, afiliada da CBS, que ficou arrasada com a decisão. A medida também mobilizou outros pais, que consideraram a punição excessiva, embora reconheçam a importância das regras de segurança no transporte de crianças.

Até sexta-feira (09), uma petição criada na plataforma Change.org para pedir a reintegração da motorista reunia quase 800 assinaturas. O documento destaca a relação construída por Cynthia com os estudantes durante os anos de trabalho.

“Ao longo dos anos, Cynthia se tornou mais do que apenas uma motorista de ônibus para nossos filhos. Ela é alguém que eles esperam ver todas as manhãs e tardes. Sua natureza gentil e acolhedora faz com que os alunos se sintam seguros e confortáveis”, diz um trecho do abaixo-assinado. “Sua demissão repentina é uma perda não apenas para os estudantes que utilizam seu ônibus, mas para toda a nossa comunidade”, acrescenta o texto.

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Carolyn Kalambihis, mãe de um dos estudantes, também questionou a forma como o caso foi conduzido. Em entrevista à WJZ, ela observou que o resgate ocorreu em uma via de pouco movimento. “Nós simplesmente sentimos que a maneira como isso foi tratado não foi apropriada”, afirmou. “Achamos que a demissão foi um pouco excessiva.”

Procurado pelos veículos de imprensa, o distrito escolar de Harford informou que a segurança dos estudantes é prioridade nas decisões relacionadas à autorização de motoristas para o transporte escolar. “A segurança dos alunos continua sendo nossa principal prioridade, e todas as decisões sobre certificação são tomadas com essa responsabilidade em mente”, declarou o distrito em nota.

A instituição também afirmou que decisões sobre concessão ou retirada de autorização para exercer a função podem considerar diferentes circunstâncias, sem esclarecer quais outros fatores teriam sido avaliados no caso de Cynthia. “Os processos de certificação e cancelamento de certificação nem sempre se baseiam em um único fator, mas frequentemente envolvem a consideração de múltiplas circunstâncias e exigências”, informou.

Embora atuasse no transporte de alunos da rede pública, Cynthia era contratada pela empresa independente Cleary Transportation Inc. Procurada pelo Baltimore Sun, a companhia não comentou o episódio e orientou o jornal a buscar informações com o distrito escolar.

 

As imagens utilizadas nesta publicação são meramente ilustrativas, com o objetivo de preservar a identidade e a privacidade dos envolvidos.