
Diego Souza orienta o time do Joinville durante treino. (Foto: Instagram)
Diego Souza, treinador do Joinville, desabafou em coletiva sobre o cancelamento de seu registro como técnico na CBF, atribuído ao uso de licenças falsas supostamente vendidas por Alejandro Mancuso. Embora a diretoria permita que ele siga comandando os treinos, o treinador não pode atuar oficialmente até regularizar sua situação junto ao BID da entidade. Souza afirma ter sido surpreendido e se diz injustiçado pela suspensão temporária de sua atuação em jogos.
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O episódio está relacionado a um suposto esquema de venda de certificados da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA), oferecidos pelo ex-volante argentino Alejandro Mancuso. Segundo Souza, ele adquiriu a licença sem desconfiar de irregularidades e só teve ciência do problema quando seu nome foi excluído do cadastro da CBF. Em entrevista na quinta-feira (08), o treinador defendeu transparência total e criticou a atitude de Mancuso.
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Durante a coletiva, Souza classificou Mancuso como estelionatário e agindo de má-fé. “É uma situação que eu realmente fui vítima. Você vê quantas pessoas foram vítimas do Mancuso. Na época eu estava me sentindo privilegiado em ter uma licença terminando de jogar futebol. Mancuso é um cara que jogou em seleção argentina e tinha relação com todos, mas acabou fazendo uma ‘fiasqueira’ dessas com tantas pessoas que acreditaram nele. A gente sabe que ele fez de má-fé, é um estelionatário”, afirmou o treinador.
O técnico do Joinville também revelou ter sido o primeiro a alertar a CBF sobre possíveis fraudes. Ele enviou e-mail detalhando todo o ocorrido e solicitou a remoção imediata de sua licença do sistema de registro. Souza informou que acionou sua equipe de advogados e pretende mover ações cíveis e criminais contra os envolvidos, assegurando que se defenderá de eventuais desdobramentos judiciais.
O escândalo não atingiu apenas ele. Além de Diego Souza, nomes como Dejan Petkovic, Diego Lugano, Felipe Melo, Luiz Gustavo, Roberto Carlos, Thiago Silva, Alex de Souza, Paulinho e Paolo Guerrero também aparecem na reportagem de Joanna de Assis, do portal UOL, como supostos compradores do pacote. A promessa era de que as licenças emitidas pela ATFA permitiriam atuar como treinador sem o curso tradicional, ao custo de R$ 100 mil pelo conjunto de certificados.
A Associação de Técnicos do Futebol Argentino negou qualquer vínculo com Mancuso e declarou que não emitiu os documentos. A CBF, por sua vez, encaminhou o caso à Comissão de Ética e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e solicitou à Conmebol o endosso das licenças. Enquanto a situação não se resolve, o Joinville confirmou que Diego Souza seguirá nos treinos, mas o auxiliar Rafael Bahia será o responsável por assinar as súmulas das partidas.






