
Magno Malta reafirma prioridade do impeachment de Alexandre de Moraes (Foto: Instagram)
Em discurso nesta quarta-feira (07), o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que eventuais “acenos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao bolsonarismo não farão com que o impeachment seja retirado da lista de prioridades da direita para o ano de 2027. Segundo o parlamentar, mesmo diante de gestos de aproximação e tentativas de demonstrar alinhamento político, o objetivo principal segue inalterado: responsabilizar Moraes por suas decisões no tribunal. Malta garantiu que o grupo permanece firme e determinado a levar adiante o processo de impedimento.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O senador reiterou que não se iludem com estratégias simbólicas adotadas por Moraes. “Não adianta se pintar de verde e amarelo agora e tentar botar um rosário na mão e uma Bíblia na outra mão. Nós o conhecemos”, afirmou Magno Malta durante um encontro com jornalistas, logo após Flávio Bolsonaro (PL) ter se reunido com parlamentares do partido. Para Malta, as imagens de apoio ao governo ou gestos religiosos não alteram a percepção da direita sobre as ações do ministro, que continua no centro das disputas políticas.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Magno Malta também citou a recente decisão de Alexandre de Moraes que autorizou a progressão de regime da detenta Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. O episódio, segundo o senador, reforça a convicção de que é preciso agir com firmeza contra o ministro. Com seu perfil crítico e radical, Malta advertiu que a direita está pronta para intensificar sua atuação a partir do próximo ano, sem hesitar em colocar o impeachment de Moraes como pauta principal.
“Hoje, o Senado tem pitbull à vontade, sem vacina, e que vai cumprir o papel. Fizeram campanha assim. A Câmara dos Deputados também. Hoje nós temos uma maioria absoluta para poder fazer o reequilíbrio dos Poderes no Brasil e trazer a democracia de volta”, declarou o parlamentar. Na avaliação de Malta, o momento político exige postura mais combativa para corrigir o que ele considera desequilíbrios entre os Poderes. Para o senador, o apoio do eleitor bolsonarista ao STF não impedirá a ofensiva rumo ao impedimento de Alexandre de Moraes.
Além do impeachment, Malta informou que o PL vai priorizar uma proposta de anistia que beneficia os condenados pelos atos praticados em 8 de Janeiro deste ano. “Nós não esquecemos, nós do Senado. Não tem acordão, tem impeachment mesmo. E também não queremos fazer anistia, queremos anular todo esse processo. E temos maioria para isso. Vamos fazer”, garantiu. Para o senador, a anulação dos processos relacionados aos protestos é tão relevante quanto a responsabilização do ministro, reforçando a agenda combativa da sigla para o próximo ano.






