
Marcos Pereira ressalta que apoio no segundo turno virá com contrapartidas e foco na união nacional (Foto: Instagram)
Em um cenário político marcado por forte polarização no primeiro turno, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, reforça que o apoio ao candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, para o segundo turno das eleições de 2026 não se traduz em um aval irrestrito. O líder da legenda paulista destaca que essa parceria virá acompanhada de exigências de responsabilidade na administração pública, com foco no diálogo e na construção de uma agenda capaz de promover a união nacional. Segundo Pereira, após um pleito marcado por debates acirrados, é fundamental que as forças políticas demonstrem sensibilidade para amparar todas as vozes e fortalecer a coesão entre os brasileiros.
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Nesta quarta-feira (07), durante entrevista, o deputado federal São Paulo sublinhou que o respaldo do Republicanos não pode ser interpretado como um “cheque em branco”. De acordo com Marcos Pereira, a sigla exigirá de Flávio Bolsonaro um compromisso de governo não apenas com seu eleitorado tradicional, mas também com os brasileiros que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, essa postura também visa trazer confiança ao eleitorado que permanece apreensivo diante da incerteza política.
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Flávio Bolsonaro entrou no segundo turno como favorito, após terminar o primeiro turno com pouco mais de 2,2 milhões de votos de vantagem em relação a Lula. A diferença de 1,87 ponto percentual evidencia a força do candidato do PL junto a parcela do eleitorado, mas, segundo Pereira, reforça ainda mais a necessidade de elaborar políticas públicas que contemplem todos os segmentos da sociedade e que não reforcem as divisões registradas na fase inicial da disputa.
O líder do Republicanos destacou: “O apoio do Republicanos não é um cheque em branco. O voto dá poder, mas também responsabilidade. Se o povo lhe eleger, você terá que governar também para quem votou em outro candidato e para quem pensa diferente, independentemente do credo ou da coloração partidária.” Para ele, esse equilíbrio entre poder e prestação de contas é essencial para a manutenção da estabilidade política no país.
Em relação ao plano de governo, o deputado ressaltou que o partido colaborará na aprovação das reformas prometidas pela campanha de Flávio Bolsonaro, sobretudo as medidas voltadas à responsabilidade fiscal. Ao mesmo tempo, reforçou que, sempre que julgar necessário, o Republicanos se posicionará de forma franca e crítica em defesa do interesse nacional: “Conte com o Republicanos nas reformas, na responsabilidade fiscal. Mas conte também com a nossa franqueza, porque apoiar não é se calar. Onde o interesse do Brasil pedir, vamos divergir olhando nos seus olhos.”
Marcos Pereira concluiu afirmando que cabe ao próximo governo o desafio de promover a reconciliação nacional e superar as feridas causadas pela disputa polarizada do primeiro turno. “O segundo turno não pode aprofundar as feridas do primeiro turno. Será preciso reconstruir pontes porque o Brasil está cansado de guerra”, declarou o presidente do Republicanos, ao defender um governo que trabalhe pela coesão social e pela restauração do clima de confiança entre brasileiros de diferentes orientações.






