Sóstenes chama de ‘precoce’ articulação de Motta para presidência da Câmara

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Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afasta debates sobre a Mesa Diretora e reforça foco na campanha presidencial (Foto: Instagram)

Em Brasília, nesta terça-feira (06), o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido ainda não iniciou tratativas para a eleição da presidência da Casa. Após garantir uma das maiores bancadas na próxima legislatura, com 121 deputados federais, ele descartou que haja qualquer movimento interno nesse sentido neste momento, defendendo que a atenção da legenda está voltada exclusivamente para a disputa presidencial.

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Cavalcante enfatizou que o foco do PL é eleger o senador Flávio Bolsonaro como presidente da República, deixando de lado discussões sobre cargos de comando no Congresso. Ele avaliou como “natural” e inerente à atividade política as declarações de Flávio, que afirmou existir perspectiva de maioria da direita a partir de 2027 para eleger presidentes das duas Casas e propor mudanças na Constituição. No entanto, o líder da legenda destacou que esse tema ainda não faz parte da agenda de articulação do partido.

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Segundo o deputado, qualquer iniciativa nesse sentido, caso promova o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para traçar planos de disputa, é prematura. Sóstenes qualificou como um movimento antecipado a articulação de Motta, uma vez que a eleição para o comando da Câmara está marcada apenas para fevereiro do ano que vem. “Agora é a hora de ganhar a eleição presidencial. Ninguém vai ficar com a cabeça na presidência da Câmara, no Senado agora”, afirmou Cavalcante, ao reafirmar a prioridade do PL.

Sóstenes também reforçou que o maior partido da Casa possui legitimidade para pleitear um dos cargos de direção no Legislativo, mas ressaltou que o momento exige concentrarem-se na campanha presidencial. Para ele, discutir vagas na Mesa Diretora da Câmara e no comando do Senado antes do período adequado pode dispersar recursos e desviar o foco da corrida eleitoral. “Apesar de entendermos que, por sermos o maior partido, temos direito a uma das casas, não é hora para discutir isso”, declarou.

O líder do PL na Câmara afirmou ainda ter conversado com o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, e assegurou que não há qualquer negociação ou aliança relativa à presidência da Câmara entre as duas siglas neste momento. Ele apontou que o diálogo se limitou a tratar de pautas legislativas e do calendário do processo eleitoral, sem abordar encaminhamentos para a presidência da Casa. Com isso, o PL reforça a estratégia de priorizar o embate pela Presidência da República antes de qualquer movimentação interna.