
Presidente acompanha avanço da PEC 6×1 em cerimônia no Ministério da Saúde (Foto: Instagram)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coordenou na terça-feira (6) a primeira sessão de discussão da PEC 6×1 no plenário semipresencial, mas não estabeleceu um cronograma para a votação. A proposta visa pôr fim ao regime de trabalho 6×1 e segue agora para mais quatro encontros antes da primeira votação, além de três discussões adicionais rumo ao segundo turno.
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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pressiona para concluir todas as etapas da PEC até o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, e avalia que a aprovação da proposta antes do pleito fortalece a imagem do Executivo. Apesar disso, ainda não há data definida para a conclusão dos debates e das votações.
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Após o fim da sessão inaugural, Alcolumbre se limitou a afirmar que “está na pauta e será deliberado”, mas não confirmou se as duas fases de votação serão realizadas em um único dia. Ele ressaltou que, se todos os senadores estiverem de acordo, as cinco sessões de debate poderão ser concluídas na semana seguinte, viabilizando o primeiro turno de deliberação dentro do prazo regimental.
Nos bastidores, a equipe do governo havia demonstrado ceticismo sobre o avanço da medida legislativa, após o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições em 4 de outubro. Contudo, em reunião com Alcolumbre na tarde desta terça, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, garantiu que a PEC será aprovada antes do confronto eleitoral. “Quero ver quem vai ter coragem de votar contra. Estou pagando para ver essa atitude”, desafiou.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo, também cobrou posicionamento dos adversários: “O candidato terá de se manifestar e dizer se é contra.” Flávio Bolsonaro, que integra o Parlamento, não compareceu à sessão. A proposta reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso remunerado, sem cortes salariais. Flávio classifica o debate de “oportunista” e sugere a adoção de jornada por horas trabalhadas, o que poderia resultar em menor rendimento para o trabalhador.






