
Senador Flávio Bolsonaro participa de encontro com a Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), assumiu na noite de terça-feira (6) uma série de compromissos com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em encontro realizado em Brasília. Segundo o parlamentar, o apoio formal recebido após o primeiro turno veio acompanhado de uma carta que detalha as principais pautas do setor. Entre elas, estão projetos voltados à infraestrutura rural, ao crédito para produtores e à redução de custos operacionais, sempre ouvindo o agronegócio.
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Ele assegurou que, em seu governo, a FPA terá voz ativa em todas as decisões relativas ao campo. “Eu recebo o apoio formal da FPA agora com uma carta compromisso mais detalhada, após ter recebido o respaldo no 1º turno”, afirmou. O senador destacou também que a entidade se comprometeu a percorrer o país junto ao setor produtivo, contribuindo para traçar metas e avaliar resultados em cada etapa das políticas públicas.
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Entre os compromissos firmados estão o incremento de investimentos em infraestrutura, a expansão do seguro agrícola e a garantia de previsibilidade para o crédito rural. Flávio detalhou que pretende buscar a redução das taxas de juros para baratear o financiamento dos produtores, além de ampliar a capacidade de armazenagem de grãos e commodities. “Vamos trazer muitos investimentos em infraestrutura e criar condições para melhor negociar nossos produtos”, declarou o senador.
O candidato também prometeu atenção especial à agricultura familiar, incluindo não apenas os proprietários, mas também os trabalhadores rurais. Ele ressaltou a atuação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na emissão de 420 mil títulos fundiários a agricultores que aguardavam a regularização há décadas. “Em assentamentos do MST, víamos as bandeiras sendo substituídas pela do Brasil. Pessoas que esperavam 70 anos por um documento definitivo receberam o título em nosso governo”, relembrou.
Na área de insumos, Flávio Bolsonaro apontou a necessidade de reduzir a dependência de fertilizantes importados, cada vez mais sob influência de crises geopolíticas, como a guerra entre Rússia e Ucrânia. O objetivo é ampliar a autonomia nacional na produção desses produtos, fortalecendo a cadeia local. “Queremos que o agronegócio brasileiro fique menos vulnerável a instabilidades externas e ao repasse de preços em momentos de escassez internacional”, explicou.
O senador também enfatizou o fortalecimento da política de biocombustíveis, em especial do biodiesel, como alternativa para diminuir a dependência do petróleo e gerar soberania energética. Para isso, projeta uma revisão e consolidação da legislação, hoje fragmentada, a fim de reduzir o custo da energia para o produtor rural. “Vamos olhar com muita atenção esse setor, organizar a legislação, que é uma grande colcha de retalhos, e buscar redução na conta de energia”, garantiu.






