As redes sociais já fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, mas o uso excessivo pode começar a cobrar um preço. No Brasil, 167,4 milhões de pessoas com mais de 10 anos possuem um celular de uso pessoal, segundo o IBGE. A exposição constante a notificações, vídeos, mensagens e comparações pode interferir no humor, na atenção e até na maneira como a pessoa percebe a própria vida.
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Um dos primeiros sinais é o aumento da ansiedade, principalmente quando surge a necessidade de conferir o celular repetidamente para acompanhar mensagens e atualizações. Outro alerta é a comparação frequente com outras pessoas: como as plataformas mostram principalmente momentos selecionados da vida, viagens, conquistas e relacionamentos podem criar uma visão distorcida da realidade e alimentar sentimentos de inadequação e insatisfação.
A atenção também pode ser afetada pela sucessão rápida de vídeos, notificações e outros estímulos, tornando mais difícil permanecer concentrado em uma única atividade. O sono é outro ponto importante: usar redes sociais perto da hora de dormir pode dificultar a desaceleração do cérebro e prejudicar a qualidade do descanso. Com isso, cansaço, concentração e regulação emocional podem ser afetados no dia seguinte.
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O quinto sinal aparece quando ficar longe do celular começa a ser difícil, mesmo sem existir uma necessidade concreta de acessá-lo. Apesar dos possíveis efeitos negativos, especialistas ressaltam que as redes não são necessariamente prejudiciais: elas também facilitam a comunicação, o acesso à informação e a manutenção de vínculos. O principal alerta está no excesso, especialmente quando o uso começa a tomar o lugar do sono, descanso, atividade física, estudos, trabalho ou convivência presencial.












