Governo anuncia opção de Pix Automático em contas-salário a partir de 2027

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Pix Automático chega às contas-salário em 2027 e facilita o pagamento de contas recorrentes (Foto: Instagram)

O Banco Central aprovou, em outubro de 2026, uma série de alterações no Pix que passam a valer em 2027. A principal inovação autoriza o uso do Pix Automático em contas-salário a partir de 1º de julho daquele ano, permitindo que quem recebe o pagamento nessa modalidade componha cobranças periódicas de despesas como água, luz e mensalidade escolar sem ter de autorizar cada operação individualmente.

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Essa atualização promete transformar a maneira como parte dos trabalhadores utiliza o saldo destinado ao salário em contas específicas. Com a autorização inicial do cliente, o Pix Automático processa cobranças periódicas de acordo com parâmetros definidos pelo usuário, dispensando liberações manuais para cada transação subsequente.

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Apesar da ampliação de funcionalidades, a conta-salário não se equipara a uma conta corrente tradicional e manterá restrições específicas. Pela norma do Banco Central, o envio de Pix será a única operação de saída permitida nessa conta, enquanto o recebimento fica limitado a valores repassados pela Secretaria do Tesouro Nacional e reversões decorrentes de devoluções. Todas as demais transações continuam vetadas.

Essas intervenções fazem parte de um pacote mais amplo de modernizações do sistema de pagamentos instantâneos. Entre elas, constam medidas para ampliar a segurança contra fraudes e aprimorar o Pix Cobrança. A partir de 1º de fevereiro de 2027, novas regras entrarão em vigor para boletos que permitem quitação via Pix, prevenindo pagamentos duplicados e estabelecendo procedimentos de cancelamento automático da cobrança após a quitação do boleto.

O Banco Central também revisou as diretrizes relativas ao registro de suspeitas de fraude no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT). Essa base de dados associa chaves Pix – tais como CPF, CNPJ, telefone e e-mail – às contas bancárias dos usuários, facilitando o bloqueio preventivo de operações potencialmente ilícitas e o compartilhamento de informações entre instituições financeiras.

De acordo com Ricardo Teixeira Leite Mourão, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, as iniciativas acompanham a evolução dos modelos de negócio e as necessidades dos usuários. “As medidas ampliam possibilidades de uso e contribuem para que o arranjo continue oferecendo uma experiência simples, eficiente e confiável para toda a sociedade”, afirmou. O Banco Central também mantém uma agenda permanente para otimizar o tratamento de contestações de transações e aprimorar a apresentação de informações nos aplicativos das instituições financeiras.