Brasileiro finge ser agente da ICE e é preso nos EUA

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Homem é detido em Miami ao se passar por agente do ICE durante votação (Foto: Instagram)

Um homem de 46 anos foi detido em Miami depois de se passar por agente do ICE durante a votação das eleições brasileiras nos Estados Unidos. A ação ocorreu no campus Kendall do Miami Dade College e gerou alvoroço entre os eleitores, que ficaram apreensivos ao vê-lo trajando itens oficiais do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.

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Segundo relato de testemunhas, o indivíduo circulava entre as seções de votação usando jaqueta e boné estampados com o logo da agência, máscara, óculos escuros, calça jeans e botas de estilo tático. A presença intimidadora provocou denúncias imediatas ao escritório do xerife de Miami-Dade, que enviou agentes e investigadores para apurar o caso.

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O detido foi identificado como Danilo Alves Silva. De acordo com o boletim de ocorrência, ele vestia o uniforme falso para criar a impressão de que era autoridade federal. Ele teria abordado eleitores de forma considerada ameaçadora, o que alarmou quem se preparava para exercer o voto.

Quando questionado pelos policiais, Danilo admitiu que não trabalhava para o governo americano e afirmou que a roupa era uma fantasia adquirida pela internet. Segundo o documento da polícia, ele relatou ter votado inicialmente com uma camisa de um time brasileiro e, em seguida, reaparecido no local trajando o uniforme do ICE para “ver a reação das pessoas”.

Durante a abordagem, o brasileiro resistiu à prisão, alegando não haver crime em vestir o traje, mas acabou algemado e colocado na viatura. Já na viatura, teria ficado agitado, manifestado arrependimento e direcionado ameaças a um dos agentes. Em determinado momento, ofereceu dinheiro para ser liberado, dizendo: “Eu te pago se você me deixar ir. Posso te mostrar aqui mesmo no meu celular”, conforme descrito no relatório policial.

Após a detenção, Danilo foi levado ao Centro Correcional Turner Guilford Knight, em Miami. Ele deve responder por intimidação de eleitores, uso ilegal de insígnias policiais, conspiração para suborno, conduta desordeira e ameaça a funcionário público. Até a segunda-feira (5), um juiz ainda não havia estipulado fiança para a acusação de intimidação. Para os demais crimes, a quantia ficou fixada em US$ 2.650, cerca de R$ 13,2 mil.