
Barras de ouro enfileiradas refletindo a pressão no mercado (Foto: Instagram)
O mercado de ouro encerrou a sessão em baixa, pressionado por preocupações fiscais na zona do euro e por pressões inflacionárias, enquanto a escassez de novos dados econômicos dos EUA reforçou a cautela dos investidores.
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O contrato de ouro mais negociado para dezembro fechou em leve recuo nesta segunda-feira (05), em meio ao monitoramento das possíveis reações do Federal Reserve às recentes pressões inflacionárias e à fraqueza do euro, abalada por incertezas políticas e debates fiscais nos países-membros.
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Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York, o ouro para dezembro registrou queda de 0,14%, terminando o dia a US$ 4.156,80 por onça-troy. A prata para o mesmo mês avançou 1,41%, sendo cotada a US$ 61,30 por onça-troy.
Analistas do Saxo Bank ressaltam que, com poucos indicadores americanos previstos para esta semana, o foco deve permanecer no desempenho do dólar e na turbulência política e fiscal na zona do euro. Eles alertam que um rompimento abaixo do suporte próximo a US$ 4.100 pode sinalizar perdas mais profundas, enquanto a resistência inicial está em torno de US$ 4.230.
O euro atingiu sua menor cotação em 16 meses frente ao dólar, pressionado por temores sobre as contas públicas da França. A possibilidade de aumento de gastos pelo governo francês em meio a pressões políticas ampliou o diferencial entre os rendimentos dos títulos soberanos franceses e alemães a patamares não vistos há anos.
Dados da LSEG indicam que os rendimentos dos títulos franceses de 10 anos subiram ao nível mais alto desde 2002, enquanto os títulos alemães de mesma duração recuaram bruscamente no fim da semana passada, refletindo perspectivas fiscais divergentes na região. Segundo informações da Dow Jones Newswires.






