
Deputado Nikolas Ferreira durante discurso na Câmara (Foto: Instagram)
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) explicou os motivos de ter decidido não oferecer seu apoio a Carlos Bolsonaro (PL) na disputa pelo Senado em Santa Catarina. Segundo Nikolas, a divergência surgiu quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o acusou de tentar “calar e assassinar” o pai em um “projeto de poder”.
++
Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, na segunda-feira (05), Nikolas detalhou como a acusação de tentativa de assassinato influenciou sua decisão. Ele afirmou que não poderia compactuar com quem atribui a ele um crime tão grave contra Jair Bolsonaro, a quem considera um líder e amigo político.
++
Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Nikolas também comentou sobre a “colinha” eleitoral que divulgou em suas redes sociais no dia 3, véspera do primeiro turno. Na lista de candidatos apoiados em Santa Catarina, ele incluiu apenas Carol De Toni (PL) para uma das vagas ao Senado e deixou a segunda opção em branco, excluindo propositalmente o nome de Carlos Bolsonaro.
“Não coloquei e não colocaria. ‘Ah, porque você é vingativo’. Não. Porque eu tenho princípios”, afirmou o parlamentar mineiro para justificar a ausência de Carlos em sua relação de preferências eleitorais.
Além da acusação envolvendo Jair Bolsonaro, Nikolas citou um segundo motivo para bancar a decisão: uma publicação feita por Carlos após o vazamento de um áudio em que Nikolas conversava com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Naquele post, Carlos sugeriu que aliados estariam minando o ex-presidente para favorecer projetos eleitorais futuros.
“Você tem ideia do que é um dos dias mais difíceis para mim e para a minha família um cara falar que eu estava ao lado do sistema para poder acabar com o pai dele?”, questionou Nikolas, demonstrando como a fala de Carlos afetou seu círculo pessoal e político.
No domingo (04), Carlos Bolsonaro foi eleito senador por Santa Catarina com 25,35% dos votos, enquanto Carol De Toni garantiu a vaga mais votada, com 33,46% dos sufrágios. Apesar dos resultados, ficou clara a decisão de Nikolas Ferreira de manter distância do colega de partido.






