Presidência do Senado só será discutida após o 2º turno, diz coordenador de campanha de Flávio

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Marinho defende negociação pós-2º turno para comando do Senado (Foto: Instagram)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, declarou nesta segunda-feira (05) que a definição sobre a candidatura à presidência do Senado ficará para depois do segundo turno das eleições. Segundo ele, só será possível avaliar alianças e costurar apoios quando o pleito presidencial estiver concluído, preservando a estratégia política do PL para a próxima legislatura.

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O Partido Liberal foi a legenda mais bem-sucedida nas urnas no domingo (04), elegendo 19 senadores. Com esse resultado, a bancada da sigla na Casa Alta chegará a 28 parlamentares na próxima legislatura, aproximando-se do número mágico de 41 votos necessário para eleger o presidente do Senado. Ainda assim, Marinho frisou que esse desempenho não dispensa a necessidade de acordos com outras siglas.

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Marinho, que já concorreu ao comando do Senado em 2023 e foi derrotado pelo atual presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reforçou que o PL não conseguirá impor sozinho o nome escolhido para a Mesa Diretora. Ele ressaltou a importância de diálogo e transigência para viabilizar a eleição do próximo chefe da Casa.

“Isso é um assunto para a gente debater após o segundo turno. É evidente que, pelo tamanho da bancada do PL no Senado, do PL na Câmara, uma das duas casas naturalmente vai ter a aspiração do partido de presidi-las. Agora, esse é um processo em que há uma necessidade de uma convergência, de uma transigência, de uma negociação com outros partidos. Porque o PL, por maior que seja a bancada, sozinho não vai eleger ninguém”, afirmou o senador.

Entre as possíveis candidaturas também está a da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Marinho elogiou a colega, classificou sua pretensão como “extremamente respeitável” e garantiu que buscarão convergência para fortalecer o bloco de centro-direita.

“A Tereza Cristina é uma extraordinária parlamentar, é uma parceira de longa data, foi deputada federal comigo, é minha amiga particular, é uma pessoa extremamente qualificada e tem todo o direito de pleitear, como qualquer outro senador da República. Agora a gente vai sentar e não há confusão entre nós. Vai haver convergência, não tenho dúvida nenhuma”, complementou.