
Ex-controlador do Banco Master é escoltado para votar na Papuda (Foto: Instagram)
O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, cumprindo prisão preventiva, foi escoltado neste domingo (4) para votar em uma seção instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A urna eletrônica foi disponibilizada dentro das dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, para atender presos provisórios autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
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A principal razão para essa possibilidade está na ausência de condenação criminal definitiva de Vorcaro. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, embora esteja em prisão domiciliar, teve seus direitos políticos suspensos após sentença transitada em julgado, o que o impediu de votar no primeiro turno das eleições de 2026.
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Para garantir o voto em unidade prisional, Vorcaro solicitou formalmente à Justiça Eleitoral a transferência temporária de seu título. Assim, seu cadastro eleitoral passou a indicar a seção 420 da 18ª Zona Eleitoral, localizada dentro do Complexo da Papuda, onde ele exerceu seu direito de voto acompanhando os procedimentos padrão de identificação.
A Constituição Federal assegura o direito de voto a detentos que aguardam julgamento, pois a suspensão dos direitos políticos só ocorre quando há condenação definitiva, sem possibilidade de recurso. Dessa forma, a prerrogativa de Vorcaro foi mantida enquanto tramita o processo da Operação Compliance Zero.
No caso de Bolsonaro, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado, em decisão confirmada em última instância. Mesmo em prisão domiciliar por questões de saúde, ele está proibido de votar ou disputar cargos eletivos enquanto perdurarem os efeitos jurídicos da condenação.
Além de Vorcaro, outros detentos provisórios também votaram na Papuda. Entre eles, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Dados do TSE apontam que 12.814 presos provisórios estavam aptos a participar do pleito, desde que solicitassem a transferência do título para a seção instalada em suas unidades.
Daniel Vorcaro segue detido enquanto a Justiça investiga supostas fraudes financeiras relativas à negociação de carteiras de crédito consignado irregular com o Banco de Brasília. A defesa afirma que não há provas de irregularidades e reforça a presunção de inocência até o julgamento final.






