
Lula pressiona no primeiro pronunciamento desde o segundo turno ao lado de aliados (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento desde a confirmação do segundo turno com tom incisivo e sem meias palavras. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos aliados Simone Tebet, Marina Silva, Guilherme Boulos e Fernando Haddad, Lula criticou o histórico da família Bolsonaro e deixou claro que sua meta é derrotar Flávio Bolsonaro nas urnas.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O petista abriu sua fala agradecendo aos milhões de brasileiros que foram às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados, e ressaltou que o resultado é uma “lição da democracia”. Mesmo confiante em vencer no primeiro turno, Lula admitiu que já imaginou vitória antecipada em outras eleições e disse que isso nem sempre se concretiza.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Em seguida, o presidente elevou o tom ao tratar de Flávio Bolsonaro, afirmando que seu adversário carrega “um passado tenebroso” e herda incertezas do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lula, não há o que inspirar esperança em um horizonte promissor vindo daquela família. Durante o discurso, mencionou suspeitas de ligação com milicianos, crime organizado e homicídios no Rio de Janeiro, sem detalhar exames ou investigações específicas.
O presidente também adiantou que vai explorar no segundo turno eventuais vínculos políticos de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master, classificado por ele como a “maior orgia envolvendo políticos deste País”. A estratégia, conforme explicou, visa evidenciar as contradições e as possíveis irregularidades que permeariam a trajetória do filho do ex-chefe de Estado.
Comparando a disputa ao tempo extra de um jogo de futebol, Lula afirmou que essa “prorrogação” permitirá ao eleitor avaliar diretamente as propostas e o histórico dos dois candidatos. Ele considerou este período como a “prova dos nove” da eleição de 2026, momento em que a população poderá observar com clareza as diferenças entre os projetos para o Brasil.
O discurso foi encerrado em tom de campanha, com o coro de “Olê, olê, olá, Lula, Lula” vindo de apoiadores e dirigentes presentes. Visivelmente confiante, Lula conclamou a base a intensificar as ações a partir de terça-feira e lançou um desafio direto ao adversário: “Bolsonaro, prepare-se, porque nós vamos derrotá-lo”.






