Primeira simulação de integridade das urnas será feita na sede do TSE

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Funcionário do TSE confere integridade de urna eletrônica durante simulação interna na sede do tribunal (Foto: Instagram)

No sábado (03), a sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu duas urnas eletrônicas vindas do Distrito Federal, que serão submetidas ao Teste de Integridade dentro do próprio tribunal. Realizada desde 2002, essa verificação consiste em uma votação simulada para analisar o funcionamento dos equipamentos antes das eleições nacionais. Neste ano, a novidade é justamente transferir parte da auditoria para as dependências do TSE, garantindo ainda mais transparência ao processo.

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Durante a simulação, votos são previamente cadastrados e, em seguida, comparados com o resultado gerado pelas urnas. Ao término do dia, os técnicos conferem se as marcações inseridas correspondem exatamente às contagens registradas pelo sistema. Essa etapa reforça a confiabilidade dos dados e assegura que não haja divergências entre a intenção do eleitor e o armazenamento eletrônico dos votos.

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Mais cedo, o TSE procedeu à verificação da integridade e da autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, pelo recebimento e pela totalização dos resultados. O exame confirmou que os programas instalados são idênticos aos inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, todos assinados digitalmente e lacrados. Esse cuidado evita qualquer alteração no código que possa comprometer a lisura do pleito.

Os códigos-fontes das urnas estão disponíveis para consulta pública desde 2 de outubro de 2025 e foram submetidos à revisão das comissões de fiscalização em 4 de setembro, quando receberam assinatura digital e lacração. Na cerimônia de hoje, também foi emitido o relatório de zerésima, documento que certifica que nenhuma votação havia sido registrada na máquina antes do início oficial do teste.

Na etapa matinal, os técnicos analisaram quatro sistemas-chaves: o Transportador Web, o Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), a Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). Cada componente foi testado individualmente para validar seu desempenho e sua interoperabilidade, garantindo que todos os módulos trabalhem em sincronia durante a apuração dos votos.

Com a realização de parte do Teste de Integridade na própria sede, o TSE pretende reforçar a confiança dos cidadãos na urna eletrônica. Ao combinar auditorias internas, inspeção de código-fonte e simulações de votação, o tribunal confirma seu compromisso com a segurança e a transparência, elementos essenciais para a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

Esses relatórios detalhados permanecem disponíveis para as entidades de fiscalização até a realização da votação, funcionando como garantia extra de regularidade e base para eventuais auditorias pós-eleitorais. Elaborados pela equipe técnica do TSE, os documentos registram cada etapa do procedimento, desde o lacre das máquinas até a análise dos resultados. Em caso de discrepância, os auditores podem solicitar recontagem manual ou inspeção física das urnas.