
Jogadoras do São Paulo comemoram o título histórico do Brasileirão feminino. (Foto: Instagram)
O time feminino do São Paulo festejou um triunfo histórico ao derrotar o Corinthians na decisão do Brasileirão, encerrando uma sequência de seis títulos consecutivos das rivais. Além de quebrar a hegemonia alvinegra, a conquista traz um respiro em um ano marcado por problemas internos e incertezas no clube paulista.
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Em um cenário de instabilidade política e financeira, o São Paulo feminino saiu vitorioso em campo e gerou expectativas de melhora em todas as áreas do clube. Para as atletas, o título é um “alívio” diante do momento conturbado que permeia tanto o futebol masculino quanto a gestão são-paulina.
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Este é o segundo troféu brasileiro conquistado pelo São Paulo – o primeiro foi em 1997, na edição inaugural. No entanto, desde que o campeonato passou a ter o formato atual, em 2013, o clube nunca havia levantado a taça principal, enquanto o Corinthians soma sete conquistas no período.
O time masculino, sob o comando de Dorival Júnior, conviveu com uma temporada instável, já que este é o terceiro treinador em 2026. A equipe caiu nas oitavas da Copa do Brasil e nas quartas de final da Copa Sul-Americana, além de oscilar perigosamente próximo à zona de rebaixamento no Brasileirão.
Fora das quatro linhas, o São Paulo atravessa um momento delicado desde a renúncia do então presidente Júlio Casares, em janeiro. Casares e outros ex-diretores foram expulsos pelo Conselho Deliberativo e são alvo de apurações conduzidas pela força-tarefa do Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
Do outro lado, o Corinthians também enfrenta desgaste semelhante. Após eliminações prematuras na Copa do Brasil e na Libertadores, o clube lida com investigações do MP-SP e corre risco de intervenção judicial devido a irregularidades financeiras, menos de um ano após o impeachment de Augusto Melo.
A campanha do time feminino são-paulino foi memorável: em 17 rodadas, somou 41 pontos, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas, alcançando a maior pontuação na primeira fase da história do clube. O prêmio financeiro incluiu R$ 2 milhões pelo título, R$ 40 mil pelas partidas finais na TV aberta e cerca de R$ 720 mil da primeira fase, conferidos pela CBF. O vice-campeonato rendeu ao Corinthians R$ 1 milhão, além das cotas de transmissão e participação inicial.






