Moedas Globais: dólar cai após payroll, mas encerra semana com ganhos

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Dólar fecha semana em alta mesmo após relatório de emprego moderado nos EUA (Foto: Instagram)

Na última sexta-feira (02), o dólar apresentou uma leve desvalorização em reação ao relatório de emprego americano (payroll), embora tenha conseguido fechar a semana em alta. Os dados divulgados mostraram uma demanda por mão de obra menos robusta, mas não eliminaram por completo as expectativas em torno da economia dos Estados Unidos, diante de persistentes pressões inflacionárias e incertezas na zona do euro.

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Durante a tarde de sexta, por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar era cotado a 157,87 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1258 e a libra esterlina atingia US$ 1,3246. O índice DXY, que compara o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis divisas fortes, recuou 0,16%, chegando a 101,932 pontos. Na soma dos últimos cinco pregões, o indicador registrou alta de 1,71%.

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O payroll apontou crescimento moderado do emprego, revisões negativas nos meses anteriores e um desemprego ligeiramente maior, mas acompanhado de maior participação da força de trabalho e de moderada evolução salarial. Para analistas da Stifel, esse perfil sinaliza um arrefecimento gradual do mercado de trabalho, sem indicar um colapso abrupto no curto prazo.

As perspectivas fiscais da França também influenciaram o humor dos investidores. A Moody’s Ratings destacou hoje a elevada incerteza em torno da aprovação do Orçamento de 2027, em meio à proximidade da eleição presidencial e ao provável quadro de fragmentação política que pode dificultar a consolidação das contas públicas. A agência deve revisar a nota Aa3 do país em 23 de outubro, atualmente sob perspectiva negativa, o que aumenta a probabilidade de rebaixamento.

Além disso, o Rabobank ressaltou que as preocupações políticas na França se somam a outros fatores de tensão, como os baixos níveis de armazenamento de gás na Europa, os preços elevados de energia, a concorrência chinesa, a fragilidade da liderança alemã e o risco de ataques híbridos da Rússia. Segundo o banco, a atratividade do dólar durante o verão norte-americano não se deveu apenas aos diferenciais de juros, mas também à escassez de alternativas interessantes entre as moedas do G10 com alta liquidez.

Em razão desse ambiente, ajustamos para baixo nossa projeção para o euro, reduzindo-a de US$ 1,16 para US$ 1,13 no horizonte de três meses.