Haddad acusa Flávio Bolsonaro de ter “alergia a dinheiro sujo” em comício em São Paulo

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Haddad e Marina Silva reverenciam imagem de Nossa Senhora Aparecida em comício (Foto: Instagram)

Durante um comício da campanha ao governo paulista, o candidato Fernando Haddad (PT) lançou críticas contundentes ao concorrente à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que ele apresenta “alergia a dinheiro sujo”. Segundo Haddad, o filho do ex-presidente “resolveu lavar, lavar em bet” e “deve ter 20 anos de cadeia para cumprir pelo que fez até hoje com dinheiro público”. O petista reforçou a necessidade de que o sistema de Justiça funcione para responsabilizar o rival pelas supostas irregularidades apontadas em sua trajetória política.

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Logo no início do discurso, Haddad lembrou que Flávio iniciou a carreira “insurgindo contra o sistema como funcionário fantasma”. O candidato mencionou casos envolvendo Adriano da Nóbrega – ex-PM apontado como líder de milícia no Rio de Janeiro – e criticou a condecoração concedida a ele, bem como a contratação de familiares e a captação de recursos da família do ex-assessor. “Ele empregou a família de Adriano da Nóbrega no gabinete, tomou dinheiro deles e ficou mais rico”, declarou Haddad, ressaltando o que considera conluio entre milícia e política.

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Em seguida, o ex-prefeito criticou o suposto acordo de Flávio com o advogado Willer Thomas, que teria apostado mais de R$ 5 bilhões em plataformas de apostas, prática interpretada por Haddad como forma de lavar dinheiro. O petista enfatizou que o deputado federal precisaria explicar a origem dos recursos movimentados nesse esquema. Além disso, mencionou o vínculo de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em meio a investigações sobre desvios de fundos.

Haddad afirmou ainda que parte do patrimônio do candidato teria origem no desvio de recursos de fundos de previdência controlados por Vorcaro, usados para financiar o longa-metragem do pai de Flávio Bolsonaro. Segundo o petista, apenas 10% do valor solicitado foi aplicado no filme, enquanto o restante teria sido direcionado ao sustento da família do presidenciável nos Estados Unidos. Para Haddad, isso reforça a urgência de reeleger Luiz Inácio Lula da Silva, de modo que a Justiça possa funcionar e impor as penas cabíveis ao rival.

No comício também participaram as postulantes ao Senado por São Paulo alinhadas a Lula: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Durante sua fala, Haddad abordou ainda a polêmica sobre o dia de Nossa Senhora Aparecida, afirmando que não se tratou de fake news quando, em 2022, um grupo de pessoas embriagadas invadiu a basílica para agredir fiéis, episódio que, segundo ele, contou com apoio de setores bolsonaristas.