
Daniella Marques em entrevista ao vivo (Foto: Instagram)
Daniella Marques ressaltou que, sem paz institucional, não faz sentido discutir qualquer plano econômico no país. Em uma transmissão ao vivo, a ex-presidente da Caixa questionou a continuidade de mudanças e decisões judiciais que, segundo ela, alimentam incertezas no cenário político e impedem avanços concretos em políticas fiscais e monetárias. Para Marques, o Brasil precisa urgentemente de estabilidade antes de abordar propostas.
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A economista, responsável pela coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, sublinhou que a falta de segurança jurídica gerada pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem travado o debate público sobre medidas de estímulo ao desenvolvimento. Segundo ela, a construção de um projeto consistente exige um ambiente livre de reviravoltas políticas e intervenções judiciais intempestivas.
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Marques criticou especialmente as recentes imposições de regras para o debate eleitoral promovido pela TV Globo, marcado para a noite de quinta-feira (01). Ela afirmou que as mudanças repentinas nas diretrizes organizacionais por parte do STF e TSE não só desrespeitam o cronograma dos candidatos, mas também fortalecem a percepção de que as instituições estão falhando em garantir estabilidade no processo democrático.
Durante a live, ao lado do senador Flávio Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa apontou que essa instabilidade institucional afeta diretamente a atração de investimentos, a confiança do mercado e o planejamento de longo prazo. Na avaliação de Marques, sem segurança jurídica, empresários e investidores estrangeiros se mostram receosos e adiamentos em projetos de infraestrutura se tornam cada vez mais comuns.
“Não há o que se falar de plano econômico se a gente não tiver paz institucional, quando a maior das instabilidades jurídicas é produzida pela própria Suprema Corte”, afirmou Marques.
O posicionamento público de Daniella Marques ocorreu no canal oficial de Flávio Bolsonaro no YouTube, logo após o senador anunciar que não participaria do debate organizado pela emissora carioca. A decisão de Flávio foi motivada pelas mesmas controvérsias envolvendo o estabelecimento de critérios impostos pelo STF e TSE, o que alimentou tensões e críticas de diversas correntes políticas.
Além de focar na necessidade de respeito às regras institucionais, a coordenadora econômica declarou que uma agenda de reformas estruturais depende de previsibilidade e segurança jurídica. Ela defende a retomada de discussões sobre tributação, controle de gastos públicos e estímulos ao crescimento apenas quando estiver garantida a estabilidade das instituições democráticas brasileiras.






