
Funcionários desinfetam o salão da Bolsa de Xangai enquanto índices asiáticos recuam (Foto: Instagram)
São Paulo, 28/09/2026 – As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, em reação ao impasse renovado entre Estados Unidos e Irã nas negociações diplomáticas, que elevou novamente o preço do petróleo e intensificou o clima de aversão a riscos no mercado global. A perspectiva de custos mais altos de energia e o endurecimento potencial da política monetária pelos bancos centrais pressionaram também os rendimentos dos títulos de curto prazo no Japão e na Coreia do Sul, que alcançaram as máximas dos últimos anos. O recuo nos principais índices reflete o temor de maior inflação e a cautela dos investidores em meio às disputas geopolíticas.
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Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou expressivos 2,70%, encerrando no patamar de 6.889,74 pontos com o retorno dos negócios após feriados nacionais. Em Tóquio, o Nikkei 225 cedeu 0,73%, fechando em 65.877,62 pontos, acompanhando o movimento de venda. Na China continental, o Xangai Composto registrou baixa de 1,67%, aos 3.823,62 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve queda mais acentuada, de 3,07%, a 2.400,14 pontos, reflexo não apenas do retorno do plantão, mas também de indicadores que apontaram desaceleração dos lucros industriais no país. Em contrapartida, o Hang Seng subiu 0,54%, fechando em 24.642,51 pontos em Hong Kong, interrompendo uma sequência negativa de três pregões, enquanto Taiwan permaneceu com o pregão suspenso devido a feriado local.
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A principal força por trás desse movimento foi a escalada no preço do petróleo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta de acordo de paz apresentada pelo Irã, reacendendo temores de interrupções no fornecimento. Na manhã seguinte, o barril de Brent chegou a subir quase 3%, ultrapassando a marca de US$ 100 pelo barril. Com a perspectiva de maior inflação e possível aperto monetário pelos bancos centrais, os rendimentos dos títulos soberanos de curto prazo do Japão e da Coreia do Sul atingiram seus níveis mais altos em anos, de acordo com dados da Bloomberg.
Em meio a esse clima geopolítico adverso, perdeu força a pauta de alívio tarifário que havia sido anunciada pelos governos dos EUA e da China após o encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e Donald Trump em Washington, na semana passada. O acordo, que prevê a redução de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada país, passou a ser ofuscado pelas incertezas envolvendo o mercado de petróleo e as tensões no Oriente Médio.
Na Oceania, o pregão australiano contrariou o movimento de baixa global e fechou em leve alta de 0,17%, com o índice S&P/ASX 200 a 8.679,70 pontos. O avanço foi impulsionado pelos setores de recursos naturais e mineração, que reagiram positivamente ao salto nos preços de commodities, trazendo alívio para o mercado local.






