O Ministério da Saúde vai fazer uma busca ativa por pessoas que possam estar enfrentando problemas com apostas online e jogos de azar. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a procura por atendimento para ludopatia no SUS aumentou mais de 600% nos últimos anos. A estratégia usa dados de CPFs cadastrados nas plataformas de apostas que eram autorizadas no país para identificar possíveis pacientes e oferecer atendimento.
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A partir dessas informações, equipes de saúde dos municípios poderão entrar em contato com pessoas consideradas em situação de possível dependência. O governo oferece teleatendimento por meio do Meu SUS Digital, que direciona o usuário para a plataforma AgSUS. Os atendimentos fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial e contam com psicólogos, enfermeiros e outros profissionais capacitados para realizar a escuta.
Entre os sinais que podem indicar problemas relacionados às apostas estão alterações no sono, alimentação e humor, além de ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando. O Ministério da Saúde informou ainda que, embora a maioria dos apostadores seja formada por homens, são as mulheres que mais procuram o teleatendimento, inclusive quando buscam ajuda para familiares afetados pelo problema.
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A medida ocorre após mais de 1,5 milhão de brasileiros terem solicitado, desde dezembro de 2025, o bloqueio voluntário do CPF na Plataforma Centralizada de Autoexclusão. Segundo Padilha, mais de 50% dessas pessoas declararam que a decisão estava relacionada a problemas de saúde e perda de controle sobre a própria vida. A ferramenta permite bloquear de uma só vez as contas em sites de apostas autorizados e também oferece informações sobre atendimento psicológico pelo SUS.












