O café é famoso pela cafeína e pela sensação de alerta, mas a bebida reúne centenas de compostos que podem provocar efeitos bem menos conhecidos no organismo. Um deles é fazer algumas pessoas sentirem vontade de ir ao banheiro pouco tempo depois de beber, inclusive quando o café é descafeinado. A bebida também pode estimular o sistema digestivo e até o pâncreas, que libera enzimas envolvidas na digestão.
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Outro efeito está relacionado ao refluxo, à pressão dentro dos olhos e até à enxaqueca. Em algumas pessoas, o café pode piorar sintomas de refluxo, enquanto a cafeína pode aumentar temporariamente a pressão intraocular em quem tem glaucoma ou hipertensão ocular. Já a relação com a enxaqueca é mais complexa: a cafeína pode ajudar em determinados casos, mas o excesso ou uma redução brusca no consumo também pode desencadear crises em algumas pessoas.
A bebida ainda pode interferir na ação de medicamentos e na absorção de nutrientes. O café pode reduzir a absorção de remédios como levotiroxina e alendronato, enquanto alguns medicamentos podem fazer a cafeína permanecer por mais tempo no organismo. Além disso, compostos presentes no café podem dificultar a absorção do ferro não-heme, principalmente quando a bebida é consumida junto às refeições.
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E os efeitos não param por aí: substâncias do café podem influenciar o colesterol e interagir com as bactérias do intestino. Cafestol e kahweol podem aumentar o colesterol total e o LDL, enquanto outros compostos chegam ao cólon e são utilizados pelas bactérias intestinais. Apesar dessas descobertas, os efeitos gerais do café sobre a saúde cardiovascular e o microbioma ainda não são totalmente esclarecidos.














