
Passageiros aguardam trem parado em estação da CPTM (Foto: Instagram)
Os trabalhadores ferroviários de São Paulo anunciaram que iniciam greve na madrugada desta terça-feira, 4 de agosto, afetando as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A paralisação foi aprovada após o fracasso das negociações com o governo estadual e tem como proposta principal assegurar a manutenção dos empregos e os direitos trabalhistas durante a transição da operação dessas linhas para a concessionária Trivia Trens.
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A decisão de entrar em greve foi tomada em assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). De acordo com o sindicato, a suspensão das atividades começa à meia-noite desta terça, depois que a reunião com representantes do governo paulista, realizada na tarde de segunda, não resultou em acordo satisfatório.
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Embora a paralisação atinja apenas as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, as demais rotas da CPTM — 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa — devem operar normalmente, assim como o metrô e o monotrilho na capital paulista. A categoria reforça, porém, que permanecerá em estado de mobilização até que receba garantias formais sobre as condições de trabalho.
O indicativo de greve já havia sido aprovado na semana passada, caso não houvesse avanços nas tratativas até o dia 4 de agosto. Apenas os funcionários das linhas recém-concessionadas participaram da assembleia decisória, segundo o STEFZCB, o que reforça o foco exclusivo na transição da operação para a iniciativa privada.
Entre as reivindicações apresentadas pelos ferroviários estão a preservação de contratos vigentes, a manutenção de benefícios e a estabilidade dos empregos durante todo o processo de transferência para a nova administradora, Trivia Trens. O sindicato alega que, sem essas garantias, os trabalhadores ficariam vulneráveis a perdas salariais e à redução de direitos adquiridos ao longo dos anos.
A mobilização ganha destaque nas negociações em curso entre o STEFZCB e o governo estadual, que busca evitar impactos significativos no transporte público da Grande São Paulo. As partes permanecem em diálogo na tentativa de compor uma proposta que contemple os anseios dos ferroviários e assegure a continuidade dos serviços sem prejuízo aos usuários.






