Zelensky afirma na ONU que ofensiva de Kiev contra energia russa visa cortar financiamento da guerra

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Volodymyr Zelensky discursa na Assembleia Geral da ONU (Foto: Instagram)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira (23), os recentes ataques de Kiev à infraestrutura energética russa. Segundo ele, o intuito principal das operações não é prejudicar diretamente a produção de petróleo, mas sim enfraquecer a capacidade financeira de Moscou para bancar e prolongar o conflito. Zelensky destacou que, diante das medidas ucranianas, a indústria petrolífera russa já mostra sinais de exaustão.
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Em sua explanação, o líder ucraniano enfatizou que "o petróleo em si não é o alvo da Ucrânia, nem a gasolina ou o diesel, nem fábricas ou portos. Nosso alvo é a capacidade da Rússia de financiar esta guerra, de prolongá-la, de torná-la mais brutal e mais destrutiva". Para Zelensky, quem sustenta economicamente Moscou acaba por estender a duração do conflito e agravar seu impacto.
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O presidente ucraniano também citou uma publicação nas redes sociais do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que ele defendia o término imediato das hostilidades. Zelensky provocou a plateia ao afirmar que não conhecia "um único líder mundial que pensasse o contrário, exceto um homem", em referência direta ao presidente russo Vladimir Putin.

Sobre as negociações de paz, Zelensky ressaltou a urgência de avançar no diálogo diplomático antes do início do inverno no Hemisfério Norte, em dezembro. Ele informou que se reuniu com Donald Trump justamente para tratar desse tema e lamentou não ter tido a oportunidade de conversar diretamente com o presidente da China, Xi Jinping, que à época estava em visita aos Estados Unidos.

O chefe de Estado ucraniano advertiu ainda para o potencial das novas tecnologias, especialmente da inteligência artificial, de alterar radicalmente o cenário bélico. Zelensky citou especialistas que acreditam que a IA, hoje predominantemente digital, poderá evoluir ao ponto de intervir sobre átomos, transformando completamente as táticas de guerra. “Quando isso ocorrer, será fundamental que as guerras atuais já estejam encerradas”, concluiu.