Deiny Ferreira, de 40 anos, moradora de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, enfrentava uma forte dor de cabeça que aparecia com frequência e chegou a ser associada a ansiedade e estresse. Segundo seu relato, a sensação era intensa e difícil de explicar. Mesmo depois de receber tratamento para enxaqueca e apresentar melhora, um exame de tomografia apontou uma alteração que precisava ser investigada.
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A paciente procurou o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, especialista em doenças cerebrovasculares. Embora as características da dor fossem compatíveis com enxaqueca, a alteração identificada na tomografia exigia uma avaliação específica. Uma angiografia cerebral acabou confirmando a presença de dois aneurismas nas artérias carótidas, medindo aproximadamente 2,9 milímetros e 1,9 milímetro.
O aneurisma cerebral é uma dilatação localizada na parede de uma artéria do cérebro e pode permanecer silencioso durante anos. A principal preocupação ocorre quando há rompimento, situação que pode provocar uma hemorragia subaracnoidea e exigir atendimento médico imediato. Apesar disso, especialistas ressaltam que aneurismas não são uma causa comum de dor de cabeça e representam uma pequena parcela dos atendimentos de emergência motivados por cefaleia.
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Estimativas citadas na matéria indicam que aneurismas cerebrais podem estar presentes em cerca de 3,2% da população mundial. A condição aparece com maior frequência entre 40 e 60 anos e é mais observada em mulheres, especialmente após os 50 anos. No Brasil, estudos apontam prevalência entre 0,9% e 2% da população, enquanto pesquisas também registraram mais de 61 mil internações por hemorragia subaracnoidea aneurismática entre 2017 e 2022.













