
Parlamentar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro antes da prisão (Foto: Instagram)
Na manhã desta terça-feira (22), a Polícia Federal prendeu o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) por posse irregular de arma de fogo de uso restrito. Segundo a corporação, agentes localizaram em endereço vinculado ao parlamentar dois fuzis e uma submetralhadora. Após o flagrante, Canella e os armamentos foram levados à Superintendência Regional da PF para registro da ocorrência. Procurado pelo Estadão, o gabinete do vereador ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em locais estratégicos: na residência de Canella na Barra da Tijuca, em imóvel no Recreio dos Bandeirantes e no gabinete do parlamentar na Câmara Municipal. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Unha e Carne. As diligências contaram com equipes especializadas da PF e seguiram cronograma estabelecido pelo Judiciário.
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A sétima fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada com o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro. Desde seu início, o trabalho da PF vem identificando redes de apoio logístico e financeiro a grupos que utilizam armamento restrito em atividades ilícitas. As etapas anteriores resultaram em prisões de suspeitos e apreensão de grande quantidade de munições.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que a medida integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pelo órgão para cumprir as diretrizes da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADPF) 635, estabelecida pelo STF. A missão visa fortalecer a cooperação entre instituições federais e estaduais, focando no combate ao crime organizado e na repressão de transporte e comércio ilegal de armas de fogo.
No endereço de Canella na Barra da Tijuca, os agentes apreenderam dois fuzis e uma submetralhadora acondicionados de forma irregular. Acusado de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, o vereador permanecerá à disposição da Justiça Federal. O processo tramita em sigilo e não há previsão de data para audiência de custódia.






