
Geraldo Alckmin questiona privatização da Sabesp durante plenária nacional do PT em São Paulo (Foto: Instagram)
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu que o processo de venda de participação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) seja rigorosamente apurado. Em discurso na plenária nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo, nesta terça-feira (22), Alckmin criticou a condução do certame pela atual gestão estadual, liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e apontou a necessidade de esclarecer pontos obscuros da operação.
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Na avaliação do vice, é inaceitável que uma das companhias de saneamento mais valiosas do mundo tenha contado com apenas um interessado no leilão de privatização. Esse fato, segundo ele, desperta suspeitas sobre a lisura e a transparência do processo. “Como é que pode uma empresa das mais valiosas do mundo ter só um comprador interessado? Não é possível”, questionou Alckmin, ressaltando que esse aspecto exige investigação aprofundada por órgãos competentes.
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Ainda durante a intervenção, o vice-presidente destacou que o governo paulista recuou em diversas áreas após as mudanças implementadas pela atual administração. “Estamos de marcha ré. Piorou a segurança. Piorou a educação. Piorou a corrupção, tem desvios na Secretaria da Fazenda”, listou, lembrando que a população merece explicações sobre todos esses retrocessos e sobre as consequências do modelo adotado para a Sabesp.
Alckmin aproveitou o palco petista para exaltar o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e reforçar a ideia de que é possível retomar o desenvolvimento e a qualidade de vida na capital paulista. Ele ressaltou o empenho da coalizão nos próximos 12 dias até a eleição, enfatizando a importância de levar a mensagem de transparência e combate aos retrocessos nos serviços públicos.
A privatização da Sabesp foi conduzida pelo governo de Tarcísio de Freitas, filiado ao Republicanos, que argumenta que a medida traria maior eficiência e investimentos. Para Alckmin, no entanto, a falta de competição no leilão e as circunstâncias do negócio não comprovam esses benefícios e, por isso, seguem sob suspeita e demandam apuração.
Ao concluir seu discurso, o vice-presidente reforçou a necessidade de fiscalização rigorosa e de envolvimento da sociedade para assegurar que qualquer alteração na gestão de serviços essenciais seja feita sem prejuízo ao consumidor. “Precisamos trabalhar firme nesses 12 dias até a eleição para levar essa mensagem”, finalizou Alckmin, reafirmando o compromisso de buscar respostas e garantir a lisura da operação.






