
Celular de Isabelle Caracristi é entregue à Polícia Civil para perícia (Foto: Instagram)
No domingo, 20 de setembro de 2026, o celular de Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi recuperado e entregue à Polícia Civil do Ceará. O aparelho, que estava desaparecido desde a morte da estudante de Direito, encontrada sem vida em 13 de setembro em uma área externa de um prédio residencial em Fortaleza, será submetido a exame pericial. As autoridades esperam que a análise do dispositivo auxilie na elucidação dos fatos que levaram ao falecimento da jovem.
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A informação sobre a recuperação do celular foi confirmada pela advogada da família, Patrícia Viana, na tarde de domingo. Ela destacou que o conteúdo do aparelho poderá ser acessado pelos peritos durante as diligências em curso, contribuindo para reconstruir os últimos momentos de Isabelle antes de sua morte.
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As imagens mais recentes registradas mostram Isabelle às 19h11 de 13 de setembro dentro do elevador do edifício onde vivia, apertando o botão para subir ao 23º andar, onde fica o rooftop. Nas cenas, ela aparece manuseando o celular enquanto aguarda a chegada ao último pavimento. Por volta das 20h40, moradores ouviram um forte impacto no solo, e a perícia preliminar indicou lesões compatíveis com queda de altura.
Além do celular, a família de Isabelle entregou outros materiais à investigação. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) voltou ao prédio no domingo para realizar buscas por vestígios e coletar depoimentos de testemunhas. Segundo Patrícia Viana, há medidas adicionais sendo adotadas pela Polícia Civil, mas parte das informações permanece sob sigilo para não comprometer o curso das investigações.
A advogada ressaltou que não há acusação formal contra o namorado de Isabelle, mas que os indícios apontam para um relacionamento marcado por controle e obsessão. A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, descreveu episódios em que o rapaz teria tentado acompanhar a filha durante consultas médicas e revelou que Isabelle costumava passar dias na casa dele, cerca de dez anos mais velho e superior hierárquico no estágio da jovem.
Estudante de Direito, Isabelle sonhava em seguir carreira na área jurídica como advogada criminalista ou juíza, voltada à defesa de crianças e mulheres, conforme relatos do irmão Rafael Magalhães. A família a recorda como comunicativa, alegre e muito apegada à mãe e à avó. Enquanto a perícia do celular é concluída, a Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer as circunstâncias que antecederam o trágico desfecho.






