Zara Larsson critica governo Trump por usar “Midnight Sun” em vídeo sobre deportações

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Zara Larsson critica uso não autorizado de “Midnight Sun” em vídeo de deportações do ICE (Foto: Instagram)

A cantora sueca Zara Larsson manifestou-se publicamente contra o governo de Donald Trump após descobrir que sua música “Midnight Sun” foi usada sem autorização em um vídeo oficial do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE). A gravação, divulgada nas redes sociais da Casa Branca, mostra agentes prendendo e deportando imigrantes sob o título “deportações sem fim”. Larsson classificou o conteúdo como desumanizante e repudiou a escolha da faixa para acompanhar imagens tão sensíveis.

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A repercussão ganhou força ao lembrar o impacto global de “Midnight Sun”, que alcançou sucesso em diversas paradas musicais desde seu lançamento. Ao ver a canção em um contexto oficial do governo dos EUA, a artista se viu no centro de uma polêmica envolvendo diretamente a Casa Branca e seu histórico de políticas migratórias. A publicação associada ao vídeo se estendeu para além das páginas do ICE, atraindo críticas de seguidores e veículos de imprensa.

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Em sua resposta, Zara Larsson expressou tristeza e indignação. “Este vídeo é tão desumanizante. Essas pessoas no vídeo são pessoas reais”, declarou a cantora em sua conta nas redes sociais. Ela ressaltou que muitos dos imigrantes retratados trabalham arduamente e buscam melhores condições de vida para suas famílias, e que reduzi-los a meros números em uma montagem composta por cenas de deportação contraria qualquer empatia.

Larsson também chamou atenção para a legenda do vídeo, que dizia “Never ending deportations” – frase traduzida como “deportações sem fim” e inspirada em trecho de sua própria canção, que evoca a imagem de um “sol da meia-noite”. A artista questionou como um tema criado para celebrar a conexão entre natureza, universo e humanidade pôde ser vinculado a cenas tão duras, distantes do espírito de sua obra.

“Gostaria de falar com quem fez esse vídeo para lembrar que você e eu não somos tão diferentes das pessoas que aparecem ali”, acrescentou Zara. No desfecho de sua publicação, a cantora chamou os responsáveis pela escolha da trilha sonora de “completos idiotas” e recordou que já havia se posicionado contra o uso de suas músicas em iniciativas ligadas ao governo Trump e ao ICE.

Por fim, Zara Larsson destacou seu privilégio de ter nascido na Suécia, com acesso a educação e oportunidades, e reforçou que muitos imigrantes retratados nas ações migratórias apenas tentam construir um futuro mais digno. A repercussão do episódio reacende discussões sobre direitos humanos e limites legais para o uso de obras artísticas em campanhas governamentais.