Flávio Bolsonaro afirma que Lula ‘já virou um Biden’ e ‘não fala mais lé com cré’

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Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro em comício na Bahia: críticas ao governo Lula (Foto: Instagram)

Na quinta-feira, 17 de agosto, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua transmissão semanal no YouTube. Comparando Lula ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que interrompeu sua campanha à reeleição após críticas pela idade, Flávio declarou: “O cara já está há três mandatos, já virou um Biden, não sabe mais nem o que fala.” Com esse paralelo, o senador sinalizou que vê no petista sinais de desgaste e falta de clareza em seus discursos.

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Na mesma fala, Flávio Bolsonaro intensificou o tom ao afirmar que Lula “toda hora dá patada em alguém, fala um absurdo, ofende alguém, alguém que não fala mais lé com cré” e concluiu que o presidente “não tem mais condições” de governar outro mandato. O político do PL aproveitou para ressaltar, entre risos e respostas espontâneas aos internautas, que o petista estaria desequilibrado e disfuncional, segundo sua avaliação pessoal.

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Mais cedo, durante um comício em Vitória da Conquista (BA), Flávio havia chamado Lula de “pinguço incompetente e ladrão”. Na ocasião, criticou o atual governo petista e questionou se, com mais quatro anos de Lula, o país enfrentaria menos violência ou estaria menos endividado. “Vai sofrer mais. Acha que estará mais ou menos endividado? Mais endividado”, afirmou ele à plateia, argumentando que a reeleição de Lula seria prejudicial aos brasileiros.

No seu pronunciamento ao vivo, o candidato também apresentou propostas de um “governo moderno”, em contraste com as “ideias ultrapassadas” que atribui ao presidente. Flávio Bolsonaro prometeu combater o crime organizado e o narcoterrorismo, chegando a dizer que participaria “pessoalmente de operações policiais” para enfrentar grupos criminosos e, assim, garantir segurança à população.

O aumento do tom das críticas ocorreu no mesmo dia em que o governo Lula anunciou um reajuste de 15% no benefício do Bolsa Família. A medida, voltada a apoiar famílias de baixa renda, passou a ser alvo de questionamentos por parte de Flávio e outros adversários, que classificam a alta como ação eleitoreira em meio à disputa presidencial.