Seu DNA pode explicar parte da sua personalidade, revela estudo com mais de 1 milhão de pessoas

Posted by

Por que algumas pessoas são mais extrovertidas, enquanto outras preferem ficar na própria companhia? Um dos maiores estudos já realizados sobre genética e personalidade encontrou novas pistas para explicar essas diferenças. A pesquisa, publicada na revista Nature, reuniu dados de até 1,14 milhão de pessoas e identificou 1.260 variantes genéticas associadas aos cinco principais traços de personalidade: abertura a experiências, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo.

++Jovem recebe diagnóstico de leucemia, se casa no hospital e morre aos 24 anos

Entre as variantes encontradas, 824 ainda não haviam sido relacionadas anteriormente aos traços analisados. Os pesquisadores combinaram informações de 46 conjuntos de dados internacionais para conseguir uma amostra muito maior e identificar relações que seriam difíceis de encontrar em estudos menores. Mesmo assim, os resultados mostram que não existe um único “gene da personalidade”: os efeitos estão espalhados por muitas pequenas variações no DNA.

A descoberta, porém, está longe de significar que a personalidade esteja determinada no nascimento. As variantes genéticas analisadas explicaram aproximadamente 4,8% a 9,3% das diferenças observadas entre as pessoas. Quando os pesquisadores consideraram limitações na forma como os traços são medidos, os valores chegaram a cerca de 9,3% a 13,3%. Isso significa que experiências de vida, ambiente, relações sociais e outros fatores continuam tendo grande peso na formação de quem cada pessoa se torna.

++Mulher processa sistema de saúde após 11 anos de quimioterapia por diagnóstico errado de câncer

O estudo ajuda a entender por que características relativamente estáveis podem apresentar algum componente hereditário, mas também reforça que genética não é destino. A personalidade resulta de uma combinação complexa entre predisposições biológicas e tudo aquilo que acontece ao longo da vida. Para os cientistas, ampliar o número de participantes e cruzar informações genéticas com diferentes características comportamentais pode revelar ainda mais sobre essa relação.