
AIEA prevê triplicação da capacidade nuclear global até 2060 (Foto: Instagram)
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou em 14 de setembro de 2026 que a capacidade global de geração nuclear pode mais que triplicar até o ano de 2060. Em comunicado publicado na rede social X, a entidade vinculada à ONU destacou que a crescente demanda por eletricidade, impulsionada pelo desenvolvimento acelerado da inteligência artificial (IA), torna inevitável a expansão dessa fonte de energia limpa para garantir segurança energética em escala mundial.
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O post da AIEA também apontou que os reatores modulares pequenos (SMRs, na sigla em inglês) estão prestes a assumir um papel de destaque na matriz energética global. Esses conjuntos compactos oferecem flexibilidade de instalação e custos operacionais reduzidos, atuando como alternativa para substituir usinas mais antigas que vêm sendo desativadas em vários países.
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Em paralelo à projeção de crescimento, o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, fez um balanço das questões de verificação nuclear, apontando “progresso histórico” na Síria para elucidar atividades passadas. No entanto, ele advertiu que, no Irã, a supervisão do programa nuclear sofreu uma deterioração em 2026, com quase nenhum acesso às instalações por mais de seis meses.
Grossi ressaltou que, exceto por uma inspeção à usina de Bushehr em junho, a agência não realizou nenhuma atividade de verificação em campo no território iraniano desde então. A ausência de informações sobre materiais nucleares já declarados e o impedimento de visitas a locais que possam abrigar esses elementos configuram motivo de forte preocupação.
O dirigente da AIEA enfatizou a urgência de retomar a via diplomática com Teerã, propondo negociações que assegurem garantias de não proliferação. Segundo ele, a agência está totalmente disponível para apoiar esse processo, cujo êxito seria determinante para fortalecer o regime global de salvaguardas nucleares.
Por fim, Grossi alertou que a Coreia do Norte permanece firme em seu programa de desenvolvimento de armas nucleares, em desacordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Ele afirmou que a continuidade dessas atividades exemplifica as graves consequências de ultrapassar os limites impostos pela comunidade internacional.






