Mãe desabafa após corpo de jovem ser desenterrado e carbonizado

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Viatura da Polícia Militar no Cemitério São José, em João Pessoa, após profanação de túmulo. (Foto: Instagram)

Em João Pessoa (PB), no Cemitério São José, localizado no bairro Cruz das Armas, o corpo de Jonailton José Venâncio da Costa, de 22 anos, foi retirado do túmulo horas após o sepultamento. Segundo investigações, integrantes de uma facção rival profanaram o túmulo, esquartejaram o jovem, carbonizaram os partes do corpo e deixaram a vítima sem a cabeça. O crime ocorreu apenas dois dias depois de Jonailton ter sido executado a tiros, e a família ainda recebeu mensagens com ameaças. A mãe do jovem, que já enfrentava a dor da perda, desabafou sobre a falta de segurança no local e viu dois suspeitos do homicídio original serem detidos pela Polícia Civil.

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Segundo relatos da mãe, que preferiu não se identificar, ela recebeu mensagens pelo Instagram informando que o corpo de Jonailton havia sido desenterrado e que a cabeça seria deixada em frente à casa da família. Ao chegar ao Cemitério São José na madrugada, encontrou o corpo carbonizado, esquartejado e sem a cabeça, que ainda não havia sido localizada pelas equipes de resgate. A situação de terror e revolta gerou mobilização de parentes, amigos e moradores locais, que cobravam respostas das autoridades sobre a segurança do local. A Polícia Civil iniciou buscas para recolher provas e identificar todos os envolvidos na violação.

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Jonailton, conhecido como Jumbito, foi morto a tiros na quinta-feira (10) dentro da Cozinha Comunitária do Taipa, no bairro Costa e Silva. De acordo com a Polícia Militar, ele teria tentado se esconder do grupo de suspeitos que o perseguia, mas foi surpreendido pelos disparos e não resistiu aos ferimentos. No momento do crime, um homem com deficiência física que estava ao lado dele conseguiu escapar e foi levado por comparsas em uma motocicleta, mas permanece desaparecido desde então. Dois suspeitos de envolvimento direto nesse homicídio foram presos pela Polícia Civil, enquanto familiares e vizinhos seguem apreensivos.

Em entrevista à TV Cabo Branco, a mãe de Jonailton pediu explicações sobre como indivíduos conseguiram acessar e violentar o túmulo: “Cadê a segurança desse cemitério? Não só deste, como de outros, porque ontem, quando levamos o caixão, teve até tiro. Eu tive que pedir apoio da polícia. Eu perguntei à direção se existe guarda aqui. O guarda vai ficar ali para morrer? A família está sofrendo duas vezes. Só quem é mãe entende minha dor. Eu quero justiça”, afirmou, visivelmente abalada. O desabafo retrata o medo e a indignação de parentes que, além de enterrar um filho, tiveram de encarar um novo ultraje.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa informou a suspensão temporária de sepultamentos e visitações no Cemitério São José para a realização de perícias e aprimoramento da segurança. Conforme comunicado, imagens de câmeras instaladas pelo projeto Smart City na área serão analisadas para auxiliar nas investigações. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região e a Polícia Civil prossegue com a coleta de depoimentos, visando responsabilizar todos os envolvidos na profanação e no assassinato de Jonailton. Até o momento, dois homens foram autuados: um deles, monitorado por tornozeleira eletrônica, responde por homicídio qualificado e sequestro; o outro, por sequestro.